A peste governa e o rei chora, asolado pela febre jogado nas águas da fonte.
Não vale o peso da coroa, não vale o cetro ou a capa.
Como fantasmas estão no trono vazio.
Vazio...vazio... Silêncio.
Mais uma madrugada e o rei resiliente, sobrevive.
Negro véu passa, segundos a segundos.
As pequenas mãos do servo, puxa com dificuldades o corpo moribundo.
Meu rei! Somos nós dois e o sol que vem nascendo.
O menino lhe oferta água e coloca um pedacinho de pão na boca, que custa a engolir.
Benção sobre tí, meu filho!
O sopro da vida surge, destruindo o ouro.
Ela a vida, continuará.