domingo, 2 de agosto de 2026

Almas Mágicas

Naquela noite sorrateira como a raposa que cruza a estrada.
Eu vejo você.
Mago aprendiz do tempo.
Com seu saquinho de sementes mágicas.
Planta amor, colhe sabor.
Sabor esse que não sabe que tens.
Naquela noite aceita, a bruxa sai com com seu pesar.
Leva apenas as runas e as lembranças de dor.
Guia a  floresta a mulher que a escuta.
A luz mágica do destino vai a bailar 
Eu vejo você.
Sentado embaixo do Salgueiro 
A luz pousa no chapéu.
O cão a latir, amansa ao sentir o ser mágico que se aproxima
Sina bendita, corre o tempo nas assas de freya.
Alado tempo, chega o momento.
Ascende a fogueira, aquece o coração.
O pão está quentinho.
Venha bruxa!
Venha repousar.
Por hoje podemos nos amar.
Brilha o anel do mago a estender a mão.
E a bruxa pela primeira vez é recebida.
Deixa as runas na mesa, retira a capa da noite.
Suspira...está ela no seu destino. 
O cheiro do musgo do carvalho entra pela janela 
Pele alva, mãos fortes o mago não promete ele apenas é.
Límpido e claro como a luz que nele habita.
Serve a bruxa, o hidromel o pão, o queijo o doce.
Não sabe ele que acabaste de fazer a maior proeza que existe.
Servir uma bruxa, cativo liberto dos desejos da moça.
Assim será. Assim é.
Passaros noturnos se vão e a madruga chega, amparados estão pelo escudo da deusa.
Frenesi calmo entre as estrelas, a a floresta em festa celebra o encontro das almas mágicas.