domingo, 11 de setembro de 2022
OUTRA LUA VERMELHA
A lua vermelha chegou de novo
E eu de novo choro, corro, grito, expresso? Bato, apanho, tropeço.
Tudo muito, demais ,fora do ritmo, foco?
Nenhum.
Criar, nada. Nem mesmo esse texto ficará bom.
Onde está o erro?
Não está na lua.
Está em mim?
Oh! bruxa vermelha
Me faz chorar um rio de sangue
Não sei mais onde estou, nada vejo.
Nem sinto o cheiro das torradas.
A fogueira apagou a pouco.
Oh! bruxa vermelha, me liberte!
Entre choros e sangues ,vou arrastando
O rastro sou eu,
Me faço assim.
Me liberte oh bruxa vermelha
Grito!
Grito !
Canso
Silêncio.
Com ele aprendi mais,
Me perdoe bruxa branca
Me perdoe, mas meu rastro é esse
Nele brota roseiras.
Perfuma minha memória
Tortas,
Violentas,
Sou eu.
Bruxa !
Bruxa!
Corto meus pulsos e deles jorram ouro
Corro de lobos , pela floresta úmida
Oh! lua vermelha olhe por mim.
Faça a real magia, conexão. Só mais um passo. Para alcançar o que mesmo?
Solte meus pés.
Deixe-me arremessar por mim mesma nesse penhasco.
Deixe lua, sangrar até a morte e fazer nascer novamente como a primeira rosa dessa roseira.
A rosa amarela entre as vermelhas
Venha você também bruxa branca, pinte-se.
Solte minhas mãos bruxa!
São tão igual quanto você
O que vê ? Visão turva desse
Espelho insano do mundo corrupto, sujo e feroz
Carniceiros hipócritas.
Mundo natimorto, Coitado acha que está vivo. Perambula perdido no cosmo infinito.
jorra mais sangue se mistura ao ouro, lama.
nasço
bruxa.
OS COGUMELOS E O PENSAR
Na floresta úmida Morgana vive, colhe seus cogumelos e flores comestíveis
Guarda a capa azul escura quando chega em casa.
Deixa a cesta na cozinha de Ceridween.
E vai descansar, o descanso da menina é criar
Lá vai a bruxa pensar.
Pensa em como tudo se transforma na natureza
Como o musgo se cria, pensa na cor de seus olhos, pensa porque são assim
diferentes?
Pensa em sair da ilha e de como são os cogumelos de outro lugar
Será que existem?
Tanto, tanto a menina pensa que cansa de fato de pensar em bobagens.
Ceridween chega vai pra sua labuta, cuida da cozinha e é lá que a garota começa a
tagarelar
Fala ,fala pergunta é mesmo a responde.
Ceridween em silêncio; a bruxinha faladeira não dá tempo.
Ceridween bate a colher de pau:
- tudo bem! Vai buscar mais cogumelos!
Morgana, sai sorrateira, coloca a capa azul, prepara a cesta a pensar:
- ora!!! mais cogumelos pra que?
E novamente a bruxa solta os pensamentos...
Mas será mesmo, que existem cogumelos em outras florestas?
CIANO
Então relaxe
Respire
Flutue
Me vejo assim flutuado sob o mar azul claro.
Ciano
"Eu gosto disso daqui" disse o irmão no barquinho junto a mim
Desdobrada, fora do corpo, então fui visita-lo.
O irmão mais velho levado pelo mar
No céu? No mar? No céu do mar...
"Gosto dessa calmaria"
Colocava as mãos para fora do barquinho
Era o mar ? Era o céu? Era a beira do espaço?
Que espaço é em qual tempo?
Relaxe
Respire
Presenteie-se com o presente de apenas ser, viver fluir.
Rumar seu barquinho, contemplar.
Ser resiliente, suportar a tempestade e agradecer a marola.
Relaxe
Respire
Viva.
sábado, 27 de agosto de 2022
EU SOU O "O"
Existe algo oculto de sua vida.
Hoje volto as raízes escrever livremente como a pena do
passarinho solta ao vento, a
pena sabe que em algum momento ela pousará sabe também que a
liberdade vai
cobrar algo mas ela não se importa quer ser feliz e voar até
onde for possível.
Um tempo para mim é o mesmo que poder escrever, porque quando
estou assim, sou.
A bruxa, a mãe a mulher das cartas.
E cartas postas, aquela que não se encaixa, a peça única,
aquela que sobra no fim da
montagem, mas sem ela, nada faz sentido.
Eu sou o "o" da questão, nem A nem B, sou o O.
Oh bruxa! Que esquisita! sua vida sempre ,sempre a
desencaixar, passa o tempo na
pira das visões à se revelar.
Oh bruxa ! Como faz pra rir da tragédia e chorar na comédia? Onde fica sua colcheia?
A luz do palco já ascendeu.Oh bruxa! Que sentido faz isso, são teias de aranha sob as assas do morcego.
Que bagunça sua casa!
Oh bruxa! Mas, como eu queria ser você.
E não ter medo das cartas na mesma, usar folhas em branco
pra renovar sua
juventude.
Banhar sob a lua e benzer sua comida.
Mal dizer o mal dito, e disser o inaudível.
A verdade é que você pertence á toda essa linha de trabalho,
você é essencial, você é
não a peça que falta, mas o mecanismo todo em ação.
És capaz, de explodir e apaziguar os terremotos, assim como a
filha preferida quando
pedi mimos ao pai.
Sei que talvez nada disso faça sentido, mas para a bruxa,
ah! isso faz, cai como a luva.
Aquela linda luva francesa, aquela que só as donzelas tem, não tenha ciúmes,
oh! bruxa, bendita, tú não pertence a luva mas ela pertence a você, pois você é criadora.
Pecado, agora o que digo!
Sua Lilith traiçoeira:
- Sou mesmo! A bruxa responde:
- Sou a criadora da verdade, sou a que não encaixa, a loba
faminta que te come.
Sou a boca do mundo, que engole a humanidade é Pari quieta
os filhos renegados;
mas felizes.
Puros de espírito, as crianças benditas pelo fruto do
ventre.
Ventre incorruptível.
Eu sou o O.
quinta-feira, 25 de agosto de 2022
O SILÊNCIO PARA A BRUXA
No livro A BRUXA DO PENHASCO, falamos sobre o silêncio e seus fundamentos e importância para o aprendizado magísticos.
no capítulo, O VALE DE NEMETON. o personagem Rhuand é levado a adentrar esse mistério.
" — Certo, estamos em um vácuo quântico,
seja lá o que isso for; tenho várias perguntas, mas, vou tentar ir ao ponto,
porque posso ouvir essas vozes?
—
Todos podem, mas você os dá atenção, nunca podemos deixar de ouvir a voz do
silêncio.
Vendo que sua fala causou confusão ao garoto,
Hela prossegue:
—
Também vou direto a resposta de sua pergunta. Você escuta porque está sensível
as ondas sonoras que passeiam no ar, aqui em Nemeton presamos pelo silêncio,
porque nele reside o vazio da criação, o poder do nada que se faz o tudo, o
silêncio é a partícula de deus, é o reflexo do Logus quântico o momento da
criação.
As duas figuras encostam em uma frondosa macieira, avisto a imagem da professora e do aprendiz, praticamente em baixo da arvore da sabedoria, nada mais simbológico aos meus olhos, sento a uma distância deles, a esperar pela aula de Hela."
Podemos averiguar a importância, do silêncio, para a criação da real magia, a beleza da música reside na pausa é é nela que habita o mistério, do fazer a música. Assim como o cadeirão alquímico necessita da voz do silêncio para se fundir.
quarta-feira, 24 de agosto de 2022
A FOGUEIRA DA BRUXA
Em um dos capítulos do livro, a Bruxa do Penhasco. Nos vemos junto a escritora e a personagem a observar um ritual na fogueira, chamada de fogueira das visões, onde ocorre a possibilidade, de comunicação entre duas personagens, através da labaredas.
segunda-feira, 22 de agosto de 2022
A AULA DO DRUIDA
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ebook degustação |
A AULA DO DRUIDA -AS
EXPLICAÇÕES DIDÁTICAS
Ele chega, em meio a tantas dúvidas, ouço o
cajado fazendo seu papel de apoiar o alto e feliz druida, abro os olhos, estava
lá no meu quarto, a procurar o rosa mais não encontrou, meu pai, meu amado
Melquiades, parecia mais luz, mais velho, mais feliz, estava lá, na madrugada,
novamente sentado na beira da cama, abracei e deitei a cabeça em seu colo,
senti, completa, um sentimento inexplicável, de plenitude de completude com o
divino:
— Meu pai, sofro tanto, tenho tantas
incertezas, senti saudades:
— Eu sei filha, sempre estávamos aqui, todos,
abraçávamos e esperávamos que nos sentisse, mas não podíamos fazer mais que
esperar, o que é o tempo, filha, para uma mulher como você?
— Mulher meu pai, eu? Nem mesmo consigo me
formar em uma faculdade, não sei quem sou, como poderei voltar ao penhasco? Não
sei se estou pronta, não sei se sou digna:
— Seu
penhasco lhe chama, deixe essas convenções terrenas, isso não é para anjos,
preciso lhe ensinar, mesmo que a maioria das vezes seja por intermédio da dor.
É necessário, continuar sua escrita, o ensinamento da real magia deve ser
transmitido, se não que sentido teria? O penhasco sem a bruxa não se faz
penhasco, pois quem o contemplaria com os olhos da magia? o portal não se abre,
para os que não acreditam, a dignidade é um processo intrínseco que fortalece
pela conquista e você minha filha, vem conquistando, sim, será que hoje você
ainda acredita? Você agora é uma adulta vamos, levante, cadê suas runas?
Pulo
da cama, me sentido a personagem Wendy de Peter Pan, ou Alice do pais das
maravilhas, eu queria responder, sim eu acredito, acredito e acredito, em fadas
como Wendy, em gatos que sorri como Alice, e na real magia, não me senti tola,
queria novamente entregar a tudo e a todos os seres que habitavam meu ser, pego o saquinho vermelho de veludo, mostro
com orgulho, deixo mostrar todo meu esforço e aprendizados, mostro meus
baralhos também, mostro o que consegui entender
e aprender sobre os processos que começaram a acontecer a sete anos
atrás:
— Meu pai, entendo alguns processos, consigo
agora compreender em partes, era permitido acontecer, mas por mais que me
esforcei não encontrei entre a nossa literatura explicações solidas a respeito,
O processo do oráculo com as runas e as cartas ciganas por outro lado abriu claramente
para mim, não tive tantas dificuldades, é necessário aprender com vocês, meus
ancenstrais, não estou atras das
certificações terrenas, por mais que elas tem suas influencias, porem busco
algo a mais, algo que me pertence, a pura iniciação, a honra da ancestralidade,
e a essência do divino, a fundo tudo que
preenche minha alma, reconhecer os conhecimentos já adquiridos:
— Vamos filha, o aprendizado lhe chama, o
penhasco está a sua espera, vamos continuar nossa conversa lá, onde o vento
sopra a seu favor.
Fechei
os olhos, com a cabeça ainda no colo de meu pai, senti suas vestes, apertei,
senti o frio do chão úmido, abri os olhos, estava lá, no meu penhasco,
levantei, sentei ao lado do Druida feliz, respirei, estava eu no meu mundo das
maravilhas, na minha terra do nunca:
— Meu
pai, ouvi falar em DNA espiritual, na busca do meu conhecimento, então é isso?
Realmente somos deuses? Está dentro de nós todo esse poder? Poque uns acessam e
outros não?
— Bem! Falemos de acesso então, no tempo
dourado das religiões antigas, como o druidismo, no qual fizemos parte,
acreditava que era necessário a sacerdotisa certa para exercer tais funções,
como abertura de portais dimensionais, profecias e até mesmo materializações,
antes o mundo estava mais aberto fluidicamente para que isso viesse a
acontecer, de fato era uma ajuda a mais, nos tempos que se encontram o planeta,
certos processos mediúnicos ficaram mais difíceis de acontecer por via de
questões magnéticas, porém , todos são capazes de ter o acesso, ele não é
negado a ninguém, os rituais, músicas, ervas, escrita mágica, evocações,
banimentos e tudo a mais que usamos como ferramentas tem suas funções e
fundamentos, porém se a pessoa não quer ou não acredita que esse acesso parte
dela, dá o direito para outra pessoa, fazendo dessa pessoa portadora do poder,
mas de fato se ela quiser caminhar por sí ela é capaz, a lei é universal é para
todos, por que somos criações, sem exclusão, a espiritualidade não escolhe, o
chamado é para todos, porém só os que querem ouvir que o atendem e os que não
querem dizem que isso é apenas para sobrenaturais, não existe sobrenaturais,
todo fenômeno é natural, todos são medianeiros, mas a verdade se abre aqueles
que realmente querem evoluir. Então sim somos deuses, pois também podemos criar
em menor escala, tudo é consciência do poder, pois, é livre é direito ao
acesso, voltaremos a fonte, pois somos parte da dela:
— Mais didaticamente como ocorre esse acesso,
meu pai?
— O
desdobramento áureo, já a muito tens falado, comentado e explicado, o
afrouxamento áureo ocorre analogicamente igual a produção de ATP na mitocôndria
da célula, que transforma energia química em termogênica, esse calor é
fundamental para a qualidade da saúde da
camada do perispírito, é fundamental o ciclo de Krebs, esse processo também
ocorre no nível espiritual, essa respiração “mitocondrial” ocorre da mesma
forma entre espirito e perispírito e o afrouxamento dessa camada produz o que é
conhecido como desdobramento, quanto mais capacidade de elasticidade maior a
facilidade do espirito sair, já o tônus espiritual dessa camada e também dos
cordões principalmente o de Prata, está ligada a saúde da glândula pineal, pois
é por ela que entra e circulada, todo o fluido necessário, para todo processo
da vida, do manter a força do perispírito, a morte não se dá portanto do
espirito, nunca, mais sim pelo desgaste da camada do perispírito e das micro rupturas que se dão ao longo do tempo
nos cordões, se a glândula pineal por algum motivo funcionar debilitada todo
resto da cadeia respiratória espiritual será afetada. É na glândula da pineal
que também ocorre a transformação da energia sutil em energia bioelétrica, que
será fundamental para formação da fibra que produzirá os cordões, como já disse
principalmente o de prata essencial aos processos mediúnicos. Tudo flui, tudo
vibra.
Você
pediu uma explicação didática, o que digo até agora é a respeito do
desdobramento, porém a maioria dos processos dos quais você e a maioria dos
oraculares possuem muita das vezes não é necessário um deslocamento áureo,
vocês acessam de forma consciente o emaranhado de informações que estão no DNA
espiritual, conseguem abrir a tela mental da cena correta que deve ser acessada
para ajudar a pessoa que os procura,
vocês leem a todos que adentram o campo áureo, por isso a necessidade de
aprender a filtrar informações e esse filtro se dá com o aprendizado do
equilíbrio energético, blindagens vibracionais e o afastamento psíquico, o que
não ocorria as pitonisas, pois essas eram treinadas a estarem a disposição de
seus serviços a todo momento, uma prática que fazia ter um desgaste
psico-energético gigantesco. O que Morgana estava a concretizar em sua missão,
sacerdotal, novamente na época céltica, porem ela estava desgastada, sofria e
não queria mais, então fazemos refletir sobre o livre arbítrio, até onde ele
vai? Até onde ele encosta nas barreiras do determinismo? O fato é que a
capacidade mediúnica não acabaria, não esgotaria, não transmitia, ou fecharia,
como ela pensava a acontecer, somente pelo fato dela não querer exercer.
Minha
filha, hoje falo, você tem escolhas, senão que sentido teria a caminhada
evolutiva? O importante é aceitar a caminhada, comtemplar com os melhores
olhos, os dons da vida, exercer com dignidade, honra e felicidade, escute esses
conselhos de um velho:
— Sim meu pai, como disse começo a
compreender, me explique um pouco mais, sobre a dinâmica das minhas recordações
e dessa facilidade se assim posso expressar ou essa capacidade?
—
Quando você vê a cena pelos olhos de Morgana você acessou a lembrança
pisco-geográfica, você está inserida na cena é uma recordação, um fragmento que
você codifica, já quando você vê a cena do lado de fora da consciência dela, é
também uma recordação, porém existe a nossa influência, nós, me refiro, a mentores
espirituais, nós a levamos a um ensinamento utilizando de sua experiência
naquela situação vivida.
O
processo de codificação é feita por um sistema análogo ao sistema de ondas de
rádio, ondas senoidais, em determinada frequência, vocês captam a transmissão
antes mesmo dela ser uma vibração, usando do canal de ligação direta com a
energia sutil, resgatam a informação da fonte e abrem a “porta” certa, esse
canal é encontrado em todos os seres, mas a capacidade de codificar já não é
para todos, esse acesso direto torna-se então uma capacidade mediúnica, tanto
de acesso direto na fonte, quanto o acesso da recordação no próprio DNA
espiritual não só de vocês mas de todas as pessoas que adentram seu campo
áureo, como já disse, tudo é assim revelado, quando permitido, quando o acesso
vem direto da fonte isso pode se chamar profecia, quando o acesso é feito no
DNA espiritual pode se chamar psicoresgate.
O
psicoresgate, pode ser feito em qualquer ser vivo, incluindo então os animais,
minerais, vegetais; os animais possuem memória reencarnatória e diferente do
ser humano eles não passam pelo esquecimento próprio do acordo cármico que
acontecer com a raça humana. Quando os antigos, exploravam a capacidade de
adentrar o campo áureo, de um animal, não estamos falando de uma incorporação,
não que isso seria impossível, pelo sistema dos chakras, que em alguns animais
são completos, isso não ocorre de fato pois falta o quer consciente do animal,
quando a vontade vem do humano ocorre uma troca energética, porem o animal deve
aceitar, caso isso não ocorra fazer o processo a força é considerado quebra da
lei cósmica, nenhum ser deve ser “violentado” nem escravizado energeticamente,
isso é o que ocorre na subjugação, o que ocorre quando permitido nessa troca é
a capacidade de codificar e adentrar (psico-geográfico) o quadro mental como
citei, o psicoresgate, é o que os xãmas chamam de fonte ancestral é o banco de
dados de informação de todas as vidas, humanas, animais e outros reinos e da
própria criação do planeta e é lá que habita a sabedoria.
A capacidade de adentrar essa frequência para
busca de informações no banco de dados cósmicos e no DNA particular, também
podem ser realizadas através de rituais, para as pessoas que não possuem a
codificação, o canal se abre através das aberturas divinas, esse processo é o
que foi chamado de Unção, portanto filha, o acesso é para todos, o que os
oráculos possuem é apenas uma facilidade, pois seus espíritos foram
moldados pelo raio da energia da
personalidade da sabedoria do criador, portanto bebem da fonte do que foi
nomeado de Orumilá em nosso panteão céltico Odin, as suas filhas são amparadas
por Oxum ou Freya e demais divindades do amor, sabedoria e profecia.
Esse
assunto, filha é extenso esse seria um bom resumo, porém ele não acaba por
aqui, tudo que hoje vem sendo estudado sobre ondas, frequências, vibrações, DNA
espiritual, oráculos, capacidades mediúnicas, glândula pineal, já amplia de
fato esse conhecimento, mais não o finaliza, não o encerra, apenas é o início
do conhecimento.
O
druida continua sua fala, observando meus olhinhos atentos, estou surpresa com
tamanha informação, retira seu saquinho da cintura e de lá seu cachimbo, começa
a soltar a fumaça no infinito do mar a nossa frente, continuando ele diz:
—
Agora os portais; são o poder de moldar a energia sutil e tem relação com o
espaço tempo, eles agilizam o processo de codificação da informação e ajudam a
deslocar o espirito pelo campo imaterial, sim filha, estou a lhe falar da
teoria da distorção do espaço tempo.
Você não adentra as brumas para ir a outra
dimensão terrena ou Inter galáxia, mesmo que isso também seja possível, a
viajem acontece para dentro de si, pois o universo reside também na unicidade e
na tríade e nas várias dimensões, representada tão bem pelos nossos símbolos,
com a triketa (universo exterior) o triskel (universo interior) e demais
símbolos celtas; ao longo da evolução foi criado dispositivos plasmáticos que
possuem tais capacidades motrizes de
moldar, utilizando da sabedoria vinda dos símbolos sagrados e da geometria
divina, hoje em dia a física quântica caminha em relação a isso, uma caminhada
que vem desde da época do conhecimento hermético e antes dele, o que posso
dizer a respeito disso é utilizando da máxima “tudo que está em cima está em
baixo” e mais as leis que se referem a frequência vibracional muito utilizadas
na umbanda sagrada está de acordo, com a capacidade de acessar tais dimensões
usando do parâmetro da arquitetura divina da simbologia mágica, sendo então
possível acesso imediato as encruzilhadas vibracionais do corpo humano, do
planeta e do universo plural, pois assim lhe digo, pois assim é, a deflação da
luz divina é sete.
Filha!
Já é tempo, espero ter respondido algumas questões, para uma adulta agora, uma
mulher de dezoito anos, minha pequena Morgana, minha Elaine, não tenha dúvida
da sua dignidade, para estar aqui, para acessar qualquer informação, o
importante de fato é a liberação dela, o conhecimento não é para os egoístas,
você está tendo acesso e possibilidade de moldar ( magia) e sempre terá, pois a
capacidade para tal é conferida para os filhos da sabedoria, aqueles que tem o
poder de disseminar, transmitir, germinar a informação, a comunicação o
conhecimento para todos que queiram saber, beber da fonte inesgotável para o
bem maior, para a real magia.
Volte,
e esteja preparada para sua missão.
Fechei
os olhos, abri novamente, estava deitada em minha cama, sentindo pelo toque as
vestes de Melquiades, o cheiro do musgo do carvalho invadiu o quarto pela
madrugada a fora, meu sensorial estava novamente aguçado, o chamado novamente
chegou, as noite escuras do penhasco dissipariam, reviveria minhas melhores
recordações e as piores também, sabiam que estavam por vir, mais o acalanto de
poder estar lá de qualquer forma me trazia satisfação, pois eu tinha que
transmitir o ensinamento da minha vida de penhasco.
sábado, 20 de agosto de 2022
CAUSO VÓ CAMBINDA
É interessante que eu descreva a estória dessa grande sábia
entidade que me deu a honra e prazer de poder evoluir pelo seu amparo e
exemplo.
Vó cabinda em sua última romagem por esse planeta, veio
trazida para o Brasil, da África, mais especificamente do porto de cabinda,
grande entre posto comercial, recebia o nome de rota de Mina ali recebia os
escravos da região oeste da África (sudaneses) aonde hoje situa a Guiné Bissau,
antigo povo da republica de Daomé, quando estes falavam na língua Ioruba eram
chamados de Mina ou nagôs, foram trazidos para a região norte e nordeste do
Brasil para trabalharem no ciclo do açúcar. No século XVI e XVII.
Ela chega ao Brasil com 12 anos é levada a uma fazenda
engenho no estado do Maranhão, não vou me deter a datas e ao nome da fazenda
que ainda persiste nos tempos atuais, preferíamos deixar em segredo, também não
vou me deter em sua origem seu nome sua infância, pois isso seria estória para
outro causo, no qual ainda não estou permitida a revelar. Nos detemos nos
fatos.
Palavras de Cabinda:
—“ Ah fia, desde que cheguei no engenho, tive meu serviço
acertado, meus bracinho eram finos, diziam, que eu não prestava pra cortar
cana, que de tão miúda era possível o capataz nem me nota, então criança que eu
era, eu ia ficar por conta dos meus miúdos da senzala, cuidava pra eles
crescerem fortes pro serviço, então eu cuidava das dores de barriga, das
perebas e de tudo que criança tinha, até mesmo as escondidas brincava de roda
pra enganar a fome dos coitados, então os anos foi passando e me tornei assim
cabinda que hoje os fio chama de babá, então fui consagrada pelas mães da
senzala de menina d´agua, porque eu era de Iemanjá¹ porque vim lá do porto, mas
também de mamãe oxum e protegida pelo gênio forte de xangô, nosso rei. Agora
fia vou te explica porque mamãe oxum também é minha madrinha.
Certo dia, já contava eu vinte e duas luas, fui chamada na
casa grande, me levaram pro quarto e eu tremendo seguia a iabá gorda e
muda, abriu a porta e eu vi a senhora ali chorando no leito me estendeu a
criança branca em volta a mais pano branco, a única cor que eu via na criança
era a bochecha vermelha, as mães de leite olhavam pra mim como se viam a
própria mamãe oxum, então a senhora me perguntou:
— Você menina, tem leite?
—Eu senhora?
— Você, faça sua mandiga, alimente minha filha.
Calada e acho que até pálida, fiquei parada congelada com a
menina nos braços, fui interrompida em meu momento de terror por uma das mães
de leite.
— Cabinda minha criança, nós já não temos força no leite,
só sai um riachinho o que fazemos para amentar a Sinhazinha? Você tem um dom,
então vá na morada de oxum e peça com fervor que ela mostre sua valia.
— Mãe Joana, tenha piedade, deve tá faltando miolos...
Senhora, nunca tive grávida, como posso então ter leite? Dá logo o de cabra pra
criança.
—Já tentamos de
tudo, a menina vai morrer de fome e se isso acontecer, você também, juro por
meu Deus, pelo seu Deus e qualquer orixá que vocês cultuam, se for pra ser
assim peço a eles a salvação:
— Bem fia, vivi bem sabe, na época, que era
impossível ir contra a senhora estava conturbada e a mães velhas crentes demais
para realidade chama-las, mãe Joana disse a senhora que me entrega-se algo de
ouro para que a “mandiga” desse certo, no ímpeto ela relutou mas acabou dando
como ela disse o pagamento, sabemos fia que não é nesse sentido que as coisas
andam em se tratando de oferendas a orixás, mas era perca de tempo tentar nos
explicar. Ainda com a criança branquinha nos braços saí, passei pela cozinha e
peguei, um tablete de rapadura, pensando na proteção de ibejim que não me
deixa-se morrer, fui escoltada a cachoeira mais perto.
Chegando lá tudo fez sentido, logo que cheguei levei foi um
baita de um susto, quando vi Exu, parado com aquele olhar, ah! Aquele olhar de
Exu, você sabe, tremi toda, nunca tinha visto orixá nenhum, curvei diante
aquele gigante que não me disse nada em palavras mais conversou comigo
mentalmente pedindo que os jagunços não passassem dali, lá fui eu explicar aos
homens maus, rindo mas aceitando com medo, coloquei a criança em uma pedra, não
sabia o que fazer, tentei me acalmar, então uma voz dentro de mim fez o som da
cachoeira sumir, então a voz me disse
que a criança deveria ser salva e que ela faria bem ao meu povo, então ressoou
em mim o pedido... Cante.
Cantei a Exu¹, a Xangô¹, a oxum¹, a ibejim¹ e ao meu pai
Oxalá¹. Clamei, pela minha vida e me despindo de orgulho também pedi pela vida
da criança, ofereci doce, partindo uma parte para as dezenas de indiozinhos
espíritos que me olhavam curiosos lá da mata, então pedi pelo amor de Oxóssi¹
por oxum, que ele com todo seu conhecimento também abençoa-se aquele rito,
banhei a cabecinha da neném, bati cabeça na cachoeira, me banhei com respeito e
entreguei as aguas a correntinha brilhante de ouro a sua verdadeira dona, a mãe
por excelência pedindo que me desse o leite para amamentar não só aquela branca
criatura filha também de Olorum², mas a todos meus miúdos que necessita-se,
pedi também a ela que adoçasse a senhora, que os dias na fazenda fossem de paz,
no momento não vi mais nada, fui tomada pelo amor de Oxum, não sei fia... Como
descrever pra você, mas tento passar esse amor que recebi a todos até os dias
de hoje, e ele, o amor, nunca se esgota, é infinito como ela minha madrinha
oxum.
Saindo do êxtase, tentei ainda acanhada dar o peito ao
serzinho que ali estava, já tremendo de frio, pelos respingos da água da
cachoeira, então o milagre se materializou, o leite jorrou eu chorei e a
sinhazinha se fartou.
Oxum estava em mim, não sei se para me guiar em minha
missão ou pelo amor incondicional as crianças, ou pelo dois, sinto que oxum se
fez presente por meu corpo, mas não por mim mas pelo ser frágil em meus braços
e pelas tantas que viriam.
Voltei ao engenho, entreguei a bebé, fui abençoada por mãe
Joana, que tratou de contar o milagre de Oxum para todos, a senhora liberou uma
festa na senzala, me agradecendo com desdém, achando ser apenas mais um serviço
prestado, mas oro por ela, pois se não fosse o desespero de mãe eu também não
saberia o que é o amor, meus miúdos comeram até ficarem com a barriguinha
estufada, sabia eu, que no outro dia teria muitos chazinhos para preparar, a
vida seguiu e o leite também.
Porém fia, no tempo
dessa minha última existência eu nunca pari um fio meu, cuidei com fervor e
resignação de tantos miúdos, mas nunca nenhum de meu ventre, aliás essa seria
outra estória pra um dia se oxalá permitir eu te contar.
Hoje fia, estou feliz em ter sua companhia e caminharmos
juntas, minha menina de oxum, mais feliz ainda em poder fazer seu ventre gerar
uma nova vida tão desejada e amada, que esses laços de amor durem
infinitamente, pois o que seria desse planeta sem o ventre das mulheres?
1:orixás, seres da natureza, divindades, partes de um deus,
seres do panteão Africano Ioruba. Cada qual com suas funções e personalidades.
2:olorum: entre os povos da costa da Guiné e regiões
vizinhas, ente divino abstrato, eterno, onipotente, criador do mundo e cuja
epifania é o firmamento [Tem estatuto acima dos orixás e pode não ser entidade
originária do panteão negro-africano; não é objeto de culto regular no Brasil
nem na África.] fonte: internet
Iabás: O termo Yabás refere-se ao Yorubá, dialeto africano que, traduzida, significa, “mãe”, “senhora”, “aquela que alimenta seus filhos”. Na religião de origem africana, as Yabás são orixas femininos, representados por Nanã, Iansã, Oxum, Obá e, Yemanjá, entre outras. ( fonte: internet)
PESQUISA SOBRE ESTORIA DA PROVINCIA DE CAMBINDA: