Venha ao embalo desta história, adquira já está incrível jornada pelo link abaixo :
https://linktr.ee/ElaineVilelaSouza
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Capitania de Minas gerais, Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro
Preto, 1720
—Estou bem Ana, já sabe o que vai fazer.
coloca a senhora negra, de ancas largas, o papel
“embrulhadin” dentro das tranças nagô.
Divisa territorial, Capitania da baía de
todos santos
— Por Oduduwa, filho meu, como
está?
—
Pai malê! Que alívio chegar até aqui. Vim fazer minha feitura.
O negro dá uma gostosa gargalhada.
—
Um sinhozinho branco, deitando pro santo?
—
Sim meu pai, um branco com alma preta.
—
E a liberdade meu filho? Não se faz lutando?
—
Aprendeu mesmo, está usando minhas palavras.
—
Agora pra ser completo, só me falta ela, Helena, ela virá...
A negra
Ana, se fundi a escuridão, entra pelos fundos do palacete:
Esmurra a velha na porta da casinha dos criados:
—
Mãe Oxum cuide dele, durma irmã, descanse:
—
Não! Tenho uma carta pra sinhazinha Helena.
—
Mas o que quer josé? Ele bem sabe que casarei em breve.
—
Ah! José se essa carta não for um plano de fuga, não sei mais, não aceito
poemas.
Chora Helena, ao ler, sim era um plano:
— Minha virgem maria, me dê
forças.
Capitania Real do Rio de
Janeiro, Largo Rossio (Atual praça da Independência) - 1747
—Tem algo pra me contar
cigana?
— Seu
“muleque” seu pai te procura a dias.
A pergunta sai do fundo da alma:
A
cigana estende a mão, pedindo sua recompensa:
— Ela
te espera, diz a voz da atraente ciganinha, que corre feliz pela praça.
— Não vai descansar por aqui mesmo
senhor? Foi uma longa viagem.
— Por favor, Luiz, se já deu água
aos cavalos, vamos!
Quando a carruagem para em frente o
palacete da rua direita, a velha negra Ana, não acredita:
O vulto da mulher, vestida de luto, abre a
porta, eufórica:
— José? Não pode ser? Ana, será um
fantasma?
O silêncio se fez, nessas
entrelinhas, indescritíveis:
—
Podemos seguir o plano? Diz a voz do homem josé, mas parecendo o jovem de
outrora.
Helena abre um sorriso e recompõe
a pose em segundos:
Os curiosos, da rua, já
fofocavam, duas beatas passaram cochichando:
— Já
recebendo visitas, que mulher esquisita, ela não vai a igreja.
Divisa territorial, Capitania da baía
de todos santos
— Não
sei não, ela tem tudo na vida.
—
“cê” tem certeza disso, filho? E “cê” tinha tudo?
A
carruagem chega, na porteira do ilê.
A gorda velha negra Ana, desce,
acompanhada pela madura mulher, Helena:
— Meu
josé, meu amor, vamos viver nossa liberdade:
—
Entre minha, filha, meu “cazuá” é seu. Diz o ancião
A negra Ana, cantava e festejava:
—
Liberdade, liberdade ainda que tardia.
Capitania Real do Rio de Janeiro, Largo
Rossio (Atual praça da Independência) - 1747
—
Sarita minha filha, o que pensas?
—
Mama, penso na estória que vou contar essa noite na fogueira.
No livro " A bruxa do penhasco" na qual estou na sua produção.
Varias vezes a protagonista, busca o poder do lago, passando ao leitor a importância dessa paragem natural para o povo naturalista da época céltica.
O lago nas diversas culturas é um lugar sagrado de reflexão e conexão com os antepassados é portal para os mundos e reflexo de sabedoria.
A mediunidade ligada a profecia está relacionada intrinsicamente com ela, é através da agua que acontece o amplia mento da capacidade de interlocução consigo, com os ancestrais e com a fonte primaria de informação.
O banco de dados, da onipotência, a sabedoria, não é a toa que todos filhos de Orumilá, orixá iorubá pai da sabedoria, é ligados a orixás da água, sem seu fluxo não á oráculo.
ODin tem uma relação estreita com a água, portador do conhecimento de poções e Hidromel, suas filhas Valkirias assim como seu cavalo Sleipnir, tem a capacidade de andar sobre as águas.
O lago é santuário da interlocução com o poder oracular da sabedoria e da arte da magia, sem sombra de duvidas ele tem muitos ensinamentos para ensinar, experimente apenas sentar ao lado de um lago, verás como ele tem coisas para lhe contar dos lugares que ele passou, das coisas que ele deixou, de como ele se tornou quem é. maravilhoso!
Não há como esgotar tamanho é esse contexto, as sacerdotisas bem sabem que é pelas brumas do lago que elas sabem que se tornaram uma escolhida.
Sejamos potência, viva a deusa no lago.
11:35
Atualmente existe um resgate da energia solar, do masculino e do equilíbrio, seja na energia tântrica como na sabedoria dos povos incas, mas hoje gostaria de expressar outra energia que vem do sol, o poder da gratidão.
Ou da Gratitude, a ação da gratidão, a energia que impulsiona, é solar, mesmo que da lua vem a força das mares do repuxo e dos ciclos é do sol a parte que sustenta, a parte que nos movimenta a parte que nos desafia.
A quietude da lua, nos alivia, a explosão solar nos faz questionar. Mas não quero eu fazer desse texto um antagonismo, todos bem sabe dessas questões e na diferença eles se completam.
Gostaria apenas de informar e convidar, abra as mãos deixe o calor nutrir, feche os olhos e sinta é o estimulo da gratidão que nós consome, nos tempos difíceis que vivemos é cientificamente o poder do sol para aumentar a imunidade, trás a vitamina D que tem inúmeras funções e está sendo estuda assiduamente pela sociedade médica, estão a associar a situação de abortos "sem razões médicas" a falta da vitamina D.
A água solorizada é potencializada pelos raios solares que modificam a molécula de a água em benefício dos que as bebem, trazendo o poder das cores utilizada nas garrafas.
Tem conhecimento também que todas as religiões, tem suas obrigações perante o sol, os sacerdote de Ifá deve acordar antes do sol, para fazer suas orações, assim como em varias culturas, o poder de da reza é intensificada pela hora do amanhecer, aonde perdemos esse contato?
Os trabalhadores rurais, o povo simples, aqueles que se beneficiavam da terra sem agrotóxico, acordavam as quatro da madrugada com uma disposição tremenda, é necessário "fechar o corpo" diziam, acertar nossos ponteiros orgânicos é também um resgate a magia.
Dar banho no bebê de sol, esse é virado para o sol, saudar o pôr do sol, o eldorado e a ilha que não a noitecia, fazer um pão e deixa-lo no sol para o fermento agir, colocar os amuletos para um banho de sol, o dourado dos ciganos, a magia dos perfumes, colher a tal planta a luz do sol, tudo isso pertence a magia esquecida ativa-la é ter um potencial de resgate ancestral a nosso favor.
Saudar ao sol da manhã, da tarde ou do entardecer, tudo inspira a magia do belo, do perfeito, do soberano, a aceitação do masculino é fundamental para o equilíbrio do feminino, da real magia, a gratidão é o movimento desse casamento, a gratidão é uma explosão de bênçãos que emana do despertar.
vá lá leitor, saboreei, deleite na grandiosidade do pai sol e seja grato por tudo que já o tem. Gratitude a todos!
ELAINE VILELA SOUZA
PELO BLOG: A BRUXA DO PENHASCO ( por favor usar a fonte)
28/05/2021 11:17
capítulo na íntegra extraído do livro:
PRESENTE PRA VOCÊS LEITORES!!!
Apenas sentei e acendi o incenso de sândalo, a imagem veio
clara em minha mente...
Então anciã hoje não é dia de dançar?
Amaldiçoar o leite de cabra que jorra sem cessar, o nascimento
que deve acontecer, o rompimento da semente ou a flor que irá desabrochar a
noite, só pois sua essência é escura? —Isso é um erro! —
Lembre-se que a
sombra só se dá diante a luz; a escuridão só é assim permitida ante o plano
divino do Deus e da Deusa.
Que equilíbrio teria, se o dragão não cuspisse fogo?
Amaldiçoar qualquer coisa que se encontra abaixo dos céus é um erro. Amaldiçoar
algo por causa de sua essência é um erro, seja sua essência qual for. A
escuridão de hoje antecede um erro, mas ele não virá da escuridão, ele virá
pelas mãos dos homens.
O homem sim é capaz de ser luz e escuridão. A natureza nos avisa de nossas
mazelas, ela por si é divina, também somos, só esquecemos e é esse o nosso
dever, servir e lembrar. Mas hoje filha! Por favor! Vamos nos silenciar.
Assim o fiz, refletindo, aprendendo a aceitar a lua negra.
Abri os olhos, em meu quarto cheiroso pelo Sândalo, acendi
outro incenso e comecei a escrever o decorrente dialogo, simples mais de um
grandioso valor de princípios.
ELAINE VILELA SOUZA.
Nada melhor que um dia de eclipse lunar para escrever, sagitário
está retrógado e daí?
Eu também ando sendo, me escondendo de meu potencial, minha
luz e minha missão, que guerreiro não se silencia antes da batalha? Que bruxa
não aproveitaria esse momento para se resgatar? O que vejo pelo contrario são
manuais de como fazer isso ou aquilo nessa noite de lua de sangue, que
hipocrisia hostil, cada uma que se sinta no seu silêncio de seus sangues.
A tentativa de continuidade é presente na humanidade desde
muito tempo, não é por acaso que ofertamos rosas aos namorados e crisântemos a
defuntos, as rosas não duram assim como a instabilidade dos sentimentos já os crisântemos
esses sim duram, na tentativa de dar o ultimo suspiros seus para o ente
querido, dissemos a eles, vivem, durem resistem assim como esses fedidos crisântemos.
Quando nos deparamos com a morte algo em nos nasce; não
estou a escrever sobre quando descobrimos uma doença terminal ou uma grande
batalha, estou a disser sobre a real morte, aquela que devemos aceitar, o medo
da morte, a finitude, essa aceitação que nos faz questionar sobre o dia do
nosso nascimento e o tempo que não podemos desperdiçar mas teimamos em assim
fazer.
Penso em meus avós e é por eles que escrevo esse novo
projeto, PELOS NOSSOS AVÓS, porque sinto que estudando sobre os ensinamentos e
vida deles, poderei me fortalecer para a aceitação do fim, mas hoje estou
começando e todos dias nascemos porque aceitamos morrer, quem assim não faz não
experimenta a plenitude da vida, da constância do nascer e morrer, como as
borboletas nos ensinam, como a constante metamorfose de nossos avós nos ensina,
qual foi a caminhada deles para chegarem a serem nossos avós, será que ele
pensavam em nós? Será que eles se alegravam e tinham medo de um dia seres avós?
Afinal de quantas lutas e silêncio e de eclipse precisamos para aceitarmos o
fim?
Busco o exemplo por eles, porque quem eles foram são as
sobram e a luz que carregamos, quem eles esperaram serem são os nossos sonhos,
o presente que vivemos, não teria outra palavra para o presente que a própria,
somos o presente de nossos antepassados. E a honra? Onde fica? Por elas devemos nos guiar? A honra é
a expressão que faz sentido a constância da vida, sem ela perdemos as
diretrizes de quem somos para sermos o que a sociedade espera que sejamos,
nossos avós já sabiam o que iriamos ser e o que não iriamos, eles sonharam por
nos eles nos deixaram pisas, eles continuam a nos conduzir, e isso não é ruim,
isso não é determinismo isso é livre expressão do “eu sou” é a síntese do nosso
DNA, é o caminho das estrelas das ligações para o ser magico que habita em nós,
potência, o segredo está na genética não só física mas espiritual, o caminho
das pedras esta no cerne familiar e nas entrelinha dos contos e não contos
contados pelos nossos avós.
As doenças, as pragas, os sonhos, as dificuldades, as expectativas,
tudo está em nós pelos o que eles foram, pelos seus desejos e recalques, então
é pelas lutas e honra que podemos limpar todos miasmas e adentrar o mistério
das ligações, mudar o padrão genético, equilibrar e absorver a essência
aceitando assim a finitude.
Pelos nossos avós, entender o começo, viver o sagrado
presente, curar as feridas, organizar a casa e estar prontos para o fim. Por
isso hoje escrevo, influência dos astros? Talvez? Desejos que nem eu mesma
sabia brotam, insights? Inspiração? Sim
porque estava aberta a recebe-los? Porque hoje é necessário crescer, aceitar, me
ver pequena como o tal grão de mostarda e nesse sentimento de pequenez,
gratidão e honra, renascer mais um dia, porque entendo, aceito o morrer, por
mim, pelos que virão e por aqueles que se foram, pelos nossos ancestrais, pelo
nossos avós.
Dançando a beira do penhasco estou, junto a Morgana, ela não percebe minha presença na sua consciência, pelos seus olhos vivo e danço em volta do ser mágico — O Fogo— nos o veneramos e respeitamos, pelo seu brilho e seu ensinamento, dançamos, dançamos e dançamos, estamos nele, o deus que imunda tudo, que erotismo frenético na beira do tudo e do nada.
A chuva
cai finíssima e fria nos faz acordar sinto os pés voltando a terra molhada,
sinto que fomos beijadas pelo oculto, estamos novamente vivas, passamos pelas
nuvens da morte e contemplamos nos braços do deus que tudo iguala e equilibra,
diz Morgana ainda em êxtase:
— Oh! Deus da morte, como foi quente nosso
encontro.
Continuo aberta as
sensações, viva novamente estamos com um perfume divino que trazia a sensação
de juventude trasbordada em um ímpeto de bravura.
Fria e em completo
equilíbrio com a deusa minha mãe terra, nessa sintonia e contemplação, percebo
as cinzas da fogueira de Samhain e percebo que nada está morto realmente nada!
Tudo foi consagrado e regenerado pelo fogo:
— Morto é que nada está! a
força da transformação já havia chegado. Diz Morgana.
Pegamos as cinzas, ela vagarosamente vai se esvoaçando ao vento frio do penhasco, fazendo viver e bailar divinamente na escuridão além do mar...
( FRAGMENTO DO LIVRO: A BRUXA DO PENHASCO).
27/08 dia da deusa bastet

segue link do blog: Egito Antigo
Dia 13 de agosto foi dia da deusa grega Hecate.
Tua luz brilha, mesmo quando não a queres, mesmo quando não vês.
Poderás esconder-te de tí.
Mesmo apagando todas as tuas lamparinas, cobrindo com véus as tuas estrelas azuis.
Mas quando te distraíres, por segundos, ao som de uma cação que invoca a luz do amor.
Saberás que brilhaste.
Se neste momento, puderes soltar tuas amarras, feito uma águia;
Voar pelo teu universo interior verás quão luminoso é o teu ser.
De: José Virgílio
fragmento do livro: A Bruxa do Penhasco.
Por consentimento do autor.