quinta-feira, 16 de setembro de 2021

EBOOK: A BRUXA DO PENHASCO

 


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Conto: Escrito a bico de pena


 

Capitania de Minas gerais, Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto, 1720 

 

Escuto o estopim na alta madrugada, a janela estilhaça, na rua direita. vou ao chão com o tiro que acertou em cheio o ombro esquerdo, arde, queima, derrubo o tinteiro, pego a folha escrita às pressas, corro, dou uma trombada com a mucama, Ana, no corredor:

            —Senhorzinho José!!!

—Estou bem Ana, já sabe o que vai fazer.

coloca a senhora negra, de ancas largas, o papel “embrulhadin” dentro das tranças nagô.

— Diga a meu pai, o senhor Pascal da Silva Guimarães, que recebi o presente por ele. vós sabe onde vou Ana, lá vou ficar bem. Não temos mais tempo corra! os soldados da coroa, estão a porta.

O Jovem moço, Português, pega o cocho, já disposto nos fundos da casa, em uma penumbra, lá vai ele sangrando.

 

Divisa territorial, Capitania da baía de todos santos

Pai malê, recebe o moço, desfalecido nos braços, ardia em febre, começa a pajelança no terreiro de catimbó, depois de sete dias josé acorda:

— Por Oduduwa, filho meu, como está?

            — Pai malê! Que alívio chegar até aqui. Vim fazer minha feitura.

O negro dá uma gostosa gargalhada.

            — Um sinhozinho branco, deitando pro santo?

            — Sim meu pai, um branco com alma preta.

            — E a revolta?

            — Que me importa, meu velho; não me importo com o quinto da coroa, não me importo com a revolta em Vila Rica, nem tão pouco me importo com o ouro de meu pai.

            — E a liberdade meu filho? Não se faz lutando?

              Não, não acredito mais nisso, quero paz e minha paz é estar aqui, a liberdade é algo que ninguém pode tirar, ela vive aqui dentro, os rebeldes são escravos de sí.

            — Aprendeu mesmo, está usando minhas palavras.

            — Agora pra ser completo, só me falta ela, Helena, ela virá...

 

 A negra Ana, se fundi a escuridão, entra pelos fundos do palacete:

            — Abra a porta, Benta!

Esmurra a velha na porta da casinha dos criados:

            — Irmã!

            — A casa, do senhor Pascal, tá queimando em chamas, eu nem sei dele, “nhozinho” José, levou um tiro, ele fugiu pra Baía:

            — Mãe Oxum cuide dele, durma irmã, descanse:

            — Não! Tenho uma carta pra sinhazinha Helena.

            — Amanhã! deixe pra amanhã, Ana; vou ver se consigo que você fique por aqui e trabalhe na cozinha comigo.

A luz, dos olhos de Helena, voltou quando está viu a negra Ana, na cozinha, já sabia que seu josé tinha notícias, depois da noite em chamas:

            — Mas o que quer josé? Ele bem sabe que casarei em breve.

Correu a bela moça Portuguesa da ilha da Madeira, pelo corredor até o luxuoso quarto, com o papel embrulhado:

            — Ah! José se essa carta não for um plano de fuga, não sei mais, não aceito poemas.

Chora Helena, ao ler, sim era um plano:

— Minha virgem maria, me dê forças.

 

Capitania Real do Rio de Janeiro, Largo Rossio (Atual praça da Independência) - 1747

 

                —Tem algo pra me contar cigana?

            — Sim, tenho algumas coisas, mas pelo andar da carruagem, o senhor que tem algo para me contar, continue sua estória.

              Helena, não foi ao meu encontro, jovem que eu era, cheio da força de Oxóssi, desobedecendo a pai Malê, eu voltei para Vila Rica. Pelas ruelas, espreitando eu assistia a condenação de Filipe dos Santos, vi seu corpo ser arrastado pelas ruas, a noite eles os esquartejaram a cidade estava sendo incendiada e eles os corruptos, comemoravam.

O homem josé, com 45anos, contava todo seu pesar com os olhos parados, enojado pelo governo regente, continuava:

            — Fiquei escondido até a noite, a olhar para o palacete da rua direita, assistia a festa de casamento de Helena, não havia nada a fazer, o que poderia eu oferecer a ela? Decidir não mais incomodar sua vida e deixa-la seguir sua sina. Quando meus olhos encontraram com os olhos dela, parada angustiada, na janela; senti um forte puxão no braço, me jogaram na carroça, me preparava para ser preso pela coroa, quando percebi que era Francisco amigo de meu pai, Pascal:

            — Seu “muleque” seu pai te procura a dias.

O comerciante, deu sinal e a carroaça seguiu, rumo a fora, alguns meses desembarco em Portugal, sigo do Porto para Braga, vida que segue, cigana:

            — Mas hoje, estás aqui e é o que importa, vejo que seu pai, falecerá a pouco, também sei, que seu orixá o espera, agradeço por contar sua sina:

            — E ela?

A pergunta sai do fundo da alma:

            — Vejo Helena; diz a cigana a olhar as linhas da palma da mão, está debruçada como uma princesa, em uma janela, ela...

            A cigana estende a mão, pedindo sua recompensa:

            — Ela te espera, diz a voz da atraente ciganinha, que corre feliz pela praça.

                        José respira:

                        — Luiz?

                        — Sim senhor?

                        — Sigamos viagem para Minas:

                        — Não vai descansar por aqui mesmo senhor? Foi uma longa viagem.

                        — Por favor, Luiz, se já deu água aos cavalos, vamos!

            Quando a carruagem para em frente o palacete da rua direita, a velha negra Ana, não acredita:

            — “nhozinho” josé?

            — Ana, como é bom revê-la

 O vulto da mulher, vestida de luto, abre a porta, eufórica:

                        — José? Não pode ser? Ana, será um fantasma?

                        — Não sinhá, é nosso José.

            O silêncio se fez, nessas entrelinhas, indescritíveis:

            — Podemos seguir o plano? Diz a voz do homem josé, mas parecendo o jovem de outrora.

Helena abre um sorriso e recompõe a pose em segundos:

            — Meu senhor, tantas convenções a serem resolvidas; me aguardem no lugar esperado pelo plano de quase trinta anos atrás, dessa vez a virgem pode descer e me proibir de ir, mas eu irei.

Os curiosos, da rua, já fofocavam, duas beatas passaram cochichando:

            — Já recebendo visitas, que mulher esquisita, ela não vai a igreja.

 

Divisa territorial, Capitania da baía de todos santos

 

            — Pai malê, ela não virá!

            — Acalma-se filho, o que foi combinado? Ela não disse que viria? Pois espere; mais um pouco pra quem já esperou alguns anos.

            — Não sei não, ela tem tudo na vida.

            — “cê” tem certeza disso, filho? E “cê” tinha tudo?

            A carruagem chega, na porteira do ilê.

            A gorda velha negra Ana, desce, acompanhada pela madura mulher, Helena:

            — Meu josé, meu amor, vamos viver nossa liberdade:

            — Entre minha, filha, meu “cazuá” é seu. Diz o ancião

 A negra Ana, cantava e festejava:

            — Liberdade, liberdade ainda que tardia.

             José entedia e agradecia, sim, me sinto livre, pensava dado de mão como dois adolescentes com sua amada, apesar dos horrores e injustiças que existem, somos livre para escolhermos nos despir do ouro que jorra nas veias dessa terra amaldiçoada por nos mesmo e nos deitar nessa mesma terra, abençoando-a, olhado para o sagrado, respeitando-a e viver a liberdade da vida simples.

 

Capitania Real do Rio de Janeiro, Largo Rossio (Atual praça da Independência) - 1747

 

            — Sarita minha filha, o que pensas?

            — Mama, penso na estória que vou contar essa noite na fogueira.

            — Você já a tem?

            — Sim! É a estória de José e Helena, um amor que busca pela Liberdade. Liberdade Mama! que eles se fortaleçam sob o céu estrelado, será que eles entendem a liberdade como nosso povo?

            — Espero que sim, como disse filha, o amor vai fortalecera-los e com o tempo eles vão aceitando serem livres, sem culpa, sem convenções. Apenas o amor, liberta.

 

domingo, 12 de setembro de 2021

EM BREVE O LINK DO E-BOOK

 


capa oficial do e-book degustação.
essa semana posto o link, para comprar na Amazon!!!!

o e-book degustação contará com as três primeiras partes do livro completo.
no qual dá um parâmetro da estória, mostra os principais personagens e enredo.
o livro a bruxa do penhasco é um romance espiritualista, escrito via processo mediúnico de visualização consciente anímica.
no qual conto a recordação de uma vida passada a beira do meu penhasco, caminhando junto a Morgana aprenderemos sobre a real magia.
em uma época onde a honra ao poder do sagrado feminino era algo intrínseco e vivenciado pela alma.

sábado, 5 de junho de 2021

MORKIE OKO- O LAGO PARA A BRUXA

 

Livro a Bruxa do Penhasco


No livro " A bruxa do penhasco" na qual estou na sua produção.

Varias vezes a protagonista, busca o poder do lago, passando ao leitor a importância dessa paragem natural para o povo naturalista da época céltica.

O lago nas diversas culturas é um lugar sagrado de reflexão e conexão com os antepassados é portal para os mundos e reflexo de sabedoria.

A mediunidade ligada a profecia está relacionada intrinsicamente com ela, é através da agua que acontece o amplia mento da capacidade de interlocução consigo, com os ancestrais e com a fonte primaria de informação.

O banco de dados, da onipotência, a sabedoria, não é a toa que todos filhos de Orumilá, orixá iorubá pai da sabedoria, é ligados a orixás da água, sem seu fluxo não á oráculo.

ODin tem uma relação  estreita com a água, portador do conhecimento de poções e Hidromel, suas filhas Valkirias assim como seu cavalo Sleipnir, tem a capacidade de andar sobre as águas.

O lago é santuário da interlocução com o poder oracular da sabedoria e da arte da magia, sem sombra de duvidas ele tem muitos ensinamentos para ensinar, experimente apenas sentar ao lado de um lago, verás como ele tem coisas para lhe contar dos lugares que ele passou, das coisas que ele deixou, de como ele se tornou quem é. maravilhoso!

Não há como esgotar tamanho é esse contexto, as sacerdotisas bem sabem que é pelas brumas do lago que elas sabem que se tornaram uma escolhida.

Sejamos potência, viva a deusa no lago.



 escrito por: Elaine Vilela Souza 

11:35

sexta-feira, 28 de maio de 2021

A ENERGIA SOLAR PARA A BRUXA


Estranhamente  se disserta sobre o poder lunar para a bruxa, deixando de lado a potência do sol, vamos fazer um círculo mágico que horas? a noite é claro! Mas a fogueira está ali presente, remetendo ao calor.

Atualmente existe um resgate da energia solar, do masculino e do equilíbrio, seja na energia tântrica como na sabedoria dos povos incas, mas hoje gostaria de expressar outra energia que vem do sol, o poder da gratidão.

Ou da Gratitude, a ação da gratidão, a energia que impulsiona, é solar, mesmo que da lua vem a força das mares do repuxo e dos ciclos é do sol a parte que sustenta, a parte que nos movimenta a parte que nos desafia.

A quietude da lua, nos alivia, a explosão solar nos faz questionar. Mas não quero eu fazer desse texto um antagonismo, todos bem sabe dessas questões e na diferença eles se completam.

Gostaria apenas de informar e convidar, abra as mãos deixe o calor nutrir, feche os olhos e sinta é o estimulo da gratidão que nós consome, nos tempos difíceis que vivemos é cientificamente o poder do sol para aumentar a imunidade, trás a vitamina D que tem inúmeras funções e está sendo estuda assiduamente pela sociedade médica, estão a associar a situação de abortos "sem razões médicas" a falta da vitamina D.

A água solorizada é potencializada pelos raios solares que modificam a molécula de a água em benefício dos que as bebem, trazendo o poder das cores utilizada nas garrafas.

Tem conhecimento também que todas as religiões, tem suas obrigações perante o sol, os sacerdote de Ifá deve acordar antes do sol, para fazer suas orações, assim como em varias culturas, o poder de da reza é intensificada pela hora do amanhecer, aonde perdemos esse contato?

Os trabalhadores rurais, o povo simples, aqueles que se beneficiavam da terra sem agrotóxico, acordavam as quatro da madrugada com uma disposição tremenda,  é necessário "fechar o corpo" diziam, acertar nossos ponteiros orgânicos é também um resgate a magia.

 Dar banho no bebê de sol, esse é virado para o sol, saudar o pôr do sol, o eldorado e a ilha que não a noitecia, fazer um pão e deixa-lo no sol para o fermento agir, colocar os amuletos para um banho de sol, o dourado dos ciganos, a magia dos perfumes, colher a tal planta a luz do sol, tudo isso pertence a magia esquecida ativa-la é ter um potencial de resgate ancestral a nosso favor.

 Saudar ao sol da manhã, da tarde ou do entardecer, tudo inspira a magia do belo, do perfeito, do soberano, a aceitação do masculino é fundamental para o equilíbrio do feminino, da real magia, a gratidão é o movimento desse casamento, a gratidão é uma explosão de bênçãos que emana do despertar.

vá lá leitor, saboreei, deleite na grandiosidade do pai sol e seja grato por tudo que já o tem. Gratitude a todos!

  ELAINE VILELA SOUZA

PELO BLOG: A BRUXA DO PENHASCO ( por favor usar a fonte)


28/05/2021 11:17

 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

O PRECEITO DO ECLIPSE PARA A BRUXA

 capítulo na íntegra extraído do livro: 

A BRUXA DO PENHASCO

PRESENTE PRA VOCÊS LEITORES!!!


 

EBOOK degustação na plataforma da Amazon, no link a baixo
 https://linktr.ee/ElaineVilelaSouza
Para acompanhar a escritora na produção da obra completa;
sigam no instagram: @elainevilela.s
fan page/ facebook: @abruxadopenhasco

Apenas sentei e acendi o incenso de sândalo, a imagem veio clara em minha mente...

Então anciã hoje não é dia de dançar?
 — Não filha, hoje não é dia:
 —Mas por quê?
 —Hoje é dia de escuridão, como acender uma faísca em meio a escuridão? Podemos, mas não devemos, vai de encontro com a lei tríplice. Respeitar a escuridão é o mínimo que podemos fazer para começar a compreendê-la:
 —Então anciã nosso leite será amaldiçoado?
 —Por que filha? por que ele derramou em um dia escuro? em um dia que não devia existir. Quem disse? Não filha!

Amaldiçoar o leite de cabra que jorra sem cessar, o nascimento que deve acontecer, o rompimento da semente ou a flor que irá desabrochar a noite, só pois sua essência é escura? —Isso é um erro! —

 Lembre-se que a sombra só se dá diante a luz; a escuridão só é assim permitida ante o plano divino do Deus e da Deusa.
Que equilíbrio teria, se o dragão não cuspisse fogo?
Amaldiçoar qualquer coisa que se encontra abaixo dos céus é um erro. Amaldiçoar algo por causa de sua essência é um erro, seja sua essência qual for. A escuridão de hoje antecede um erro, mas ele não virá da escuridão, ele virá pelas mãos dos homens.
O homem sim é capaz de ser luz e escuridão. A natureza nos avisa de nossas mazelas, ela por si é divina, também somos, só esquecemos e é esse o nosso dever, servir e lembrar. Mas hoje filha! Por favor! Vamos nos silenciar.

Assim o fiz, refletindo, aprendendo a aceitar a lua negra.

Abri os olhos, em meu quarto cheiroso pelo Sândalo, acendi outro incenso e comecei a escrever o decorrente dialogo, simples mais de um grandioso valor de princípios.

 

ELAINE VILELA SOUZA.


PELOS NOSSOS AVÓS

 
       Nada melhor que um dia de eclipse lunar para escrever, sagitário está retrógado e daí?
Eu também ando sendo, me escondendo de meu potencial, minha luz e minha missão, que guerreiro não se silencia antes da batalha? Que bruxa não aproveitaria esse momento para se resgatar? O que vejo pelo contrario são manuais de como fazer isso ou aquilo nessa noite de lua de sangue, que hipocrisia hostil, cada uma que se sinta no seu silêncio de seus sangues.
        A tentativa de continuidade é presente na humanidade desde muito tempo, não é por acaso que ofertamos rosas aos namorados e crisântemos a defuntos, as rosas não duram assim como a instabilidade dos sentimentos já os crisântemos esses sim duram, na tentativa de dar o ultimo suspiros seus para o ente querido, dissemos a eles, vivem, durem resistem assim como esses fedidos crisântemos.
        Quando nos deparamos com a morte algo em nos nasce; não estou a escrever sobre quando descobrimos uma doença terminal ou uma grande batalha, estou a disser sobre a real morte, aquela que devemos aceitar, o medo da morte, a finitude, essa aceitação que nos faz questionar sobre o dia do nosso nascimento e o tempo que não podemos desperdiçar mas teimamos em assim fazer.
         Penso em meus avós e é por eles que escrevo esse novo projeto, PELOS NOSSOS AVÓS, porque sinto que estudando sobre os ensinamentos e vida deles, poderei me fortalecer para a aceitação do fim, mas hoje estou começando e todos dias nascemos porque aceitamos morrer, quem assim não faz não experimenta a plenitude da vida, da constância do nascer e morrer, como as borboletas nos ensinam, como a constante metamorfose de nossos avós nos ensina, qual foi a caminhada deles para chegarem a serem nossos avós, será que ele pensavam em nós? Será que eles se alegravam e tinham medo de um dia seres avós? Afinal de quantas lutas e silêncio e de eclipse precisamos para aceitarmos o fim?
         Busco o exemplo por eles, porque quem eles foram são as sobram e a luz que carregamos, quem eles esperaram serem são os nossos sonhos, o presente que vivemos, não teria outra palavra para o presente que a própria, somos o presente de nossos antepassados. E a honra? Onde fica? Por elas devemos nos guiar? A honra é a expressão que faz sentido a constância da vida, sem ela perdemos as diretrizes de quem somos para sermos o que a sociedade espera que sejamos, nossos avós já sabiam o que iriamos ser e o que não iriamos, eles sonharam por nos eles nos deixaram pisas, eles continuam a nos conduzir, e isso não é ruim, isso não é determinismo isso é livre expressão do “eu sou” é a síntese do nosso DNA, é o caminho das estrelas das ligações para o ser magico que habita em nós, potência, o segredo está na genética não só física mas espiritual, o caminho das pedras esta no cerne familiar e nas entrelinha dos contos e não contos contados pelos nossos avós.
           As doenças, as pragas, os sonhos, as dificuldades, as expectativas, tudo está em nós pelos o que eles foram, pelos seus desejos e recalques, então é pelas lutas e honra que podemos limpar todos miasmas e adentrar o mistério das ligações, mudar o padrão genético, equilibrar e absorver a essência aceitando assim a finitude.
            Pelos nossos avós, entender o começo, viver o sagrado presente, curar as feridas, organizar a casa e estar prontos para o fim. Por isso hoje escrevo, influência dos astros? Talvez? Desejos que nem eu mesma sabia brotam, insights?  Inspiração? Sim porque estava aberta a recebe-los?  Porque hoje é necessário crescer, aceitar, me ver pequena como o tal grão de mostarda e nesse sentimento de pequenez, gratidão e honra, renascer mais um dia, porque entendo, aceito o morrer, por mim, pelos que virão e por aqueles que se foram, pelos nossos ancestrais, pelo nossos avós.  

 

 DATA: 26/05/2021  HORA: 11:30
ELAINE VILELA SOUZA

sábado, 1 de maio de 2021

Os ancestrais


 Estou na escrita do meu livro:
A BRUXA DO PENHASCO

Sigam a página no face:
https://www.facebook.com/abruxadopenhasco


Nossos ancestrais nos guia, nossa essência de alma nos sustenta, nosso ser clama pela nossa verdade.

 

domingo, 7 de março de 2021

terça-feira, 3 de novembro de 2020

O SAMHAIN NO PENHASCO

 

Dançando a beira do penhasco estou, junto a Morgana, ela não percebe minha presença na sua consciência, pelos seus olhos vivo e danço em volta do ser mágico — O Fogo— nos o veneramos e respeitamos, pelo seu brilho e seu ensinamento, dançamos, dançamos e dançamos, estamos nele, o deus que imunda tudo, que erotismo frenético na beira do tudo e do nada.

  A chuva cai finíssima e fria nos faz acordar sinto os pés voltando a terra molhada, sinto que fomos beijadas pelo oculto, estamos novamente vivas, passamos pelas nuvens da morte e contemplamos nos braços do deus que tudo iguala e equilibra, diz Morgana ainda em êxtase:

  Oh! Deus da morte, como foi quente nosso encontro.

Continuo aberta as sensações, viva novamente estamos com um perfume divino que trazia a sensação de juventude trasbordada em um ímpeto de bravura.

Fria e em completo equilíbrio com a deusa minha mãe terra, nessa sintonia e contemplação, percebo as cinzas da fogueira de Samhain e percebo que nada está morto realmente nada! Tudo foi consagrado e regenerado pelo fogo:

— Morto é que nada está! a força da transformação já havia chegado. Diz Morgana.

Pegamos as cinzas, ela vagarosamente vai se esvoaçando ao vento frio do penhasco, fazendo viver e bailar divinamente na escuridão além do mar... 

( FRAGMENTO DO LIVRO: A BRUXA DO PENHASCO).





quinta-feira, 17 de setembro de 2020

BANIMENTO


Vou banindo pelo fogo. 
Vou banindo pela água. 
Salve as guardiãs dos mares. 
Salve as guardiãs das fogueiras. 
Purificai-nos. Salve Nossa Senhora das Candeias. 
 Eu saúdo o novo em mim. 
Salve Nossa Senhora da Purificação. 
Abro o portal da primavera. 
Espanto o frio do inverno. 
Germino o bem, faço o bem. 
Varre, varre com a força da figueira. 
Espiral, espiral ergo a palha no portal.





quinta-feira, 27 de agosto de 2020

DEUSA BASTET

 27/08 dia da deusa bastet




Bastet
, BastUbastiBa-en-Aset ou Ailuros (palavra grega para "gato") é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres grávidas. Também tinha o poder sobre os eclipses solares. Quando os gregos chegaram no Egito, eles associaram Bastet com Artemis e ela deixou de ser a deusa do sol para ser a deusa da lua...


segue link do blog: Egito Antigo

https://www.egitoantigo.net/bastet-deusa-egipcia.html

terça-feira, 18 de agosto de 2020

HECATE

 Dia 13 de agosto foi dia da deusa grega Hecate.


Senhora da encruzilhada da magia e do submundo.
protetora diária do parto e da casa.
Salve as trabalhadoras de todos os dias, da encruza e do cemitério, as queridas e mal interpretadas Pombogiras.
Filhas dos mistérios de Hecate.
As ninfas da mitologia.
Filhas do amor de oxum e da magia de Yamin Oxorongá.
Independeste das eras e do panteão, elas estão ali.
mulheres firmes para trabalhar pela magia da fecundidade na terra pela terra.
Mulheres que amam de verdade, tem princípios, hora e ideais.
Que possamos sempre nos abastecer de seus exemplos e usufruir da magia natural de mulher, rainhas, feiticeiras, deusas.




FRAGMENTO LIVRO DAS SOMBRAS 2


hoje 17/03/2014
É lua e ela nasceu dourada e está agora prateada.
Sinto como se tudo que tinha para ser escrito já foi escrito, já passei por muitas experiências
E hoje sou saudades...
Saudades  do penhasco, do sol brando, do mar azul claro, que ornava com minha capa  azul  escura royal, da floresta e do caldeirão.
Venho tudo isso e vejo muito mais em sonhos devaneios hora certos e incertos.
Sou um amontoado de vida em uma garota brasileira  de classe media que tem 23 anos, sou do signo de peixes e estou passando por um ano pessoal nove, estou a beira, portanto de um penhasco, estou prestes a ser meu verdadeiro ser.
A religião da natureza é bela,nos tornamos agentes curadores, possuidores de poderes herdados por direito do ser que nos criou, a deusa se manisfesta quando estamos em sintonia com a força criadora e refletimos assim nosso verdadeiro ser.
Tão belo é tudo que vejo e quero passar a vocês leitores; mas ainda estou em processo de reconhecer, as brumas ainda são densas.
Abro o circulo mágico, usando pedras normais, entre elas desenho um triskele de proteção, quero contar sobre um aluz que sempre vejo, de cor verde, depois mudando para azul e roxo, ela fica ali a minha frente e não desaparece com o fim do circulo mágico, somente depois de alguns minutos ela se vai...
O que será?
O intuito do livro é transmitir, então relato essa experiência, para que fique assim registrada. 


segunda-feira, 17 de agosto de 2020

LUMINOSO SER

 Tua  luz brilha, mesmo quando não a queres, mesmo quando não vês.

Poderás esconder-te de tí.

Mesmo apagando todas as tuas lamparinas, cobrindo com véus as tuas estrelas azuis.

Mas quando te distraíres, por segundos, ao som de uma cação que invoca a luz do amor.

Saberás que brilhaste.

Se neste momento, puderes soltar tuas amarras, feito uma águia;

Voar pelo teu universo interior verás quão luminoso é o teu ser. 

De: José Virgílio 



fragmento do livro: A Bruxa do Penhasco.

Por consentimento do autor.