Nada melhor que um dia de eclipse lunar para escrever, sagitário
está retrógado e daí?
Eu também ando sendo, me escondendo de meu potencial, minha
luz e minha missão, que guerreiro não se silencia antes da batalha? Que bruxa
não aproveitaria esse momento para se resgatar? O que vejo pelo contrario são
manuais de como fazer isso ou aquilo nessa noite de lua de sangue, que
hipocrisia hostil, cada uma que se sinta no seu silêncio de seus sangues.
A tentativa de continuidade é presente na humanidade desde
muito tempo, não é por acaso que ofertamos rosas aos namorados e crisântemos a
defuntos, as rosas não duram assim como a instabilidade dos sentimentos já os crisântemos
esses sim duram, na tentativa de dar o ultimo suspiros seus para o ente
querido, dissemos a eles, vivem, durem resistem assim como esses fedidos crisântemos.
Quando nos deparamos com a morte algo em nos nasce; não
estou a escrever sobre quando descobrimos uma doença terminal ou uma grande
batalha, estou a disser sobre a real morte, aquela que devemos aceitar, o medo
da morte, a finitude, essa aceitação que nos faz questionar sobre o dia do
nosso nascimento e o tempo que não podemos desperdiçar mas teimamos em assim
fazer.
Penso em meus avós e é por eles que escrevo esse novo
projeto, PELOS NOSSOS AVÓS, porque sinto que estudando sobre os ensinamentos e
vida deles, poderei me fortalecer para a aceitação do fim, mas hoje estou
começando e todos dias nascemos porque aceitamos morrer, quem assim não faz não
experimenta a plenitude da vida, da constância do nascer e morrer, como as
borboletas nos ensinam, como a constante metamorfose de nossos avós nos ensina,
qual foi a caminhada deles para chegarem a serem nossos avós, será que ele
pensavam em nós? Será que eles se alegravam e tinham medo de um dia seres avós?
Afinal de quantas lutas e silêncio e de eclipse precisamos para aceitarmos o
fim?
Busco o exemplo por eles, porque quem eles foram são as
sobram e a luz que carregamos, quem eles esperaram serem são os nossos sonhos,
o presente que vivemos, não teria outra palavra para o presente que a própria,
somos o presente de nossos antepassados. E a honra? Onde fica? Por elas devemos nos guiar? A honra é
a expressão que faz sentido a constância da vida, sem ela perdemos as
diretrizes de quem somos para sermos o que a sociedade espera que sejamos,
nossos avós já sabiam o que iriamos ser e o que não iriamos, eles sonharam por
nos eles nos deixaram pisas, eles continuam a nos conduzir, e isso não é ruim,
isso não é determinismo isso é livre expressão do “eu sou” é a síntese do nosso
DNA, é o caminho das estrelas das ligações para o ser magico que habita em nós,
potência, o segredo está na genética não só física mas espiritual, o caminho
das pedras esta no cerne familiar e nas entrelinha dos contos e não contos
contados pelos nossos avós.
As doenças, as pragas, os sonhos, as dificuldades, as expectativas,
tudo está em nós pelos o que eles foram, pelos seus desejos e recalques, então
é pelas lutas e honra que podemos limpar todos miasmas e adentrar o mistério
das ligações, mudar o padrão genético, equilibrar e absorver a essência
aceitando assim a finitude.
Pelos nossos avós, entender o começo, viver o sagrado
presente, curar as feridas, organizar a casa e estar prontos para o fim. Por
isso hoje escrevo, influência dos astros? Talvez? Desejos que nem eu mesma
sabia brotam, insights? Inspiração? Sim
porque estava aberta a recebe-los? Porque hoje é necessário crescer, aceitar, me
ver pequena como o tal grão de mostarda e nesse sentimento de pequenez,
gratidão e honra, renascer mais um dia, porque entendo, aceito o morrer, por
mim, pelos que virão e por aqueles que se foram, pelos nossos ancestrais, pelo
nossos avós.
quarta-feira, 26 de maio de 2021
PELOS NOSSOS AVÓS
sábado, 1 de maio de 2021
Os ancestrais
domingo, 7 de março de 2021
terça-feira, 3 de novembro de 2020
O SAMHAIN NO PENHASCO
Dançando a beira do penhasco estou, junto a Morgana, ela não percebe minha presença na sua consciência, pelos seus olhos vivo e danço em volta do ser mágico — O Fogo— nos o veneramos e respeitamos, pelo seu brilho e seu ensinamento, dançamos, dançamos e dançamos, estamos nele, o deus que imunda tudo, que erotismo frenético na beira do tudo e do nada.
A chuva
cai finíssima e fria nos faz acordar sinto os pés voltando a terra molhada,
sinto que fomos beijadas pelo oculto, estamos novamente vivas, passamos pelas
nuvens da morte e contemplamos nos braços do deus que tudo iguala e equilibra,
diz Morgana ainda em êxtase:
— Oh! Deus da morte, como foi quente nosso
encontro.
Continuo aberta as
sensações, viva novamente estamos com um perfume divino que trazia a sensação
de juventude trasbordada em um ímpeto de bravura.
Fria e em completo
equilíbrio com a deusa minha mãe terra, nessa sintonia e contemplação, percebo
as cinzas da fogueira de Samhain e percebo que nada está morto realmente nada!
Tudo foi consagrado e regenerado pelo fogo:
— Morto é que nada está! a
força da transformação já havia chegado. Diz Morgana.
Pegamos as cinzas, ela vagarosamente vai se esvoaçando ao vento frio do penhasco, fazendo viver e bailar divinamente na escuridão além do mar...
( FRAGMENTO DO LIVRO: A BRUXA DO PENHASCO).
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
BANIMENTO
Vou banindo pelo fogo. Vou banindo pela água. Salve as guardiãs dos mares. Salve as guardiãs das fogueiras. Purificai-nos.
Salve Nossa Senhora das Candeias. Eu saúdo o novo em mim. Salve Nossa Senhora da Purificação. Abro o portal da primavera. Espanto o frio do inverno. Germino o bem, faço o bem. Varre, varre com a força da figueira. Espiral, espiral ergo a palha no portal.
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
DEUSA BASTET
27/08 dia da deusa bastet

Bastet, Bast, Ubasti, Ba-
segue link do blog: Egito Antigo
terça-feira, 18 de agosto de 2020
HECATE
Dia 13 de agosto foi dia da deusa grega Hecate.
protetora diária do parto e da casa.
Salve as trabalhadoras de todos os dias, da encruza e do cemitério, as queridas e mal interpretadas Pombogiras.
Filhas dos mistérios de Hecate.
As ninfas da mitologia.
Filhas do amor de oxum e da magia de Yamin Oxorongá.
Independeste das eras e do panteão, elas estão ali.
mulheres firmes para trabalhar pela magia da fecundidade na terra pela terra.
Mulheres que amam de verdade, tem princípios, hora e ideais.
Que possamos sempre nos abastecer de seus exemplos e usufruir da magia natural de mulher, rainhas, feiticeiras, deusas.
FRAGMENTO LIVRO DAS SOMBRAS 2
É lua e ela nasceu dourada e está agora prateada.
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
LUMINOSO SER
Tua luz brilha, mesmo quando não a queres, mesmo quando não vês.
Poderás esconder-te de tí.
Mesmo apagando todas as tuas lamparinas, cobrindo com véus as tuas estrelas azuis.
Mas quando te distraíres, por segundos, ao som de uma cação que invoca a luz do amor.
Saberás que brilhaste.
Se neste momento, puderes soltar tuas amarras, feito uma águia;
Voar pelo teu universo interior verás quão luminoso é o teu ser.
De: José Virgílio
fragmento do livro: A Bruxa do Penhasco.
Por consentimento do autor.
sexta-feira, 24 de julho de 2020
A ANCIÃ - NANÃ, A MÃE DA TERRA
... A casa cheia de regras e ela a anciã sempre de costa para a porta da cozinha, o aroma de seu caldeirão, suas poções e unguentos...sábado, 4 de abril de 2020
TÂRO - O ENFORCADO
um homem pendurado por um pé, de uma trave que se apoia sobre duas arvores, tendo cada uma, seis ramos cortados.- Equilíbrio da necessidade e da liberdade.
- Equilíbrio doa força e da coragem. Reflexo da prudencia.
- Equilíbrio da manifestação potencial e da vida refletida. Reflexo do fluido astral.
- referente ao portal astrológico do dia 04/04/2020
- referencia bibliográfica: Târo dos boêmios - PAPUS, editora ícone, ano 1992
domingo, 29 de março de 2020
MINHA EXPERIÊNCIA COM O MUNDO CIGANO
Desde de criança era magnetizada pelas questões ciganas, usava uma sai de minha mãe e tamancos dourados e fugia de casa, o vizinho me pegava e dizia: vamos pra casa ciganinha,já fugindo novamente?
Quando adolescente era assinante das revistas de horóscopos, fazia as simpatias e tudo desse universo,usava "balangandãs", trançavam meus longos cabelos e minha pele morena e olhos amendoados, faziam suspirar os garotos, a tal beleza exótica emanava dos comentários.
Mais sempre, agora vejo, que essa comunicação, nunca foi evasiva, nunca me levou a questões energéticas perigosas, sempre foi guiada com amor e respeito.
Sempre com bons conselhos e pensamento.
O baralho sempre teve em minha vida, seja o taro de mais fácil acesso e seja o cigano, que agora me traduz, sempre fui aquela que as amigas procuravam para coisas espirituais.
Não tive nenhum contato com ciganos físicos, a não ser aqueles poucos encontros com uma ou outra cigana pedindo comida na porta ou vendendo algo, não me passavam medo e sempre nutri respeito, mas nada que eu possa dizem a vocês de sobrenatural, aliás, meu pai teve um encontro que é dígino de ser escrito.
Um dia andando nas ruas, uma cigana pediu para ler a mão, mesmo sem querer ele se deixo levar, o que ela lhe disse ficaria em segredo até a alguns anos atras, ela previu que ele tinha um filho, dada a época minha mãe estava gravida de meu irmão e que ele não viveria muito, morreria jovem, bem assim cumpriu seu destino, meu irmão morre aos vinte anos, em plena beleza e juventude.Quando meu pai, volta para rever a cigana, ele não mais a encontra, até hoje não sei se ela seria uma cigana em terra, encarnada ou um espirito andante, que nada mais fez que talvez alertar!
Não sei se era preciso ele saber, não sei se teve alguma intenção de protege-lo ou se apenas foi palavras jogadas ao vento.
bem, voltando a minha experiência, conheci o espirito cigano Sarita, em um tempo que pude ter contato com o ritual de umbanda, ela se apresentou, era tão eu, tão meus desejos, minha persona, que foi difícil compreender, mas fácil de aceitar.
Ela é tão luz na minha vida que precisaria de mais uma publicação para falar sobre esse tão grandioso espirito.
Por hora encerro, dizendo que minha experiência com esse mundo cigano não poderia ser a melhor.
"Sou poeira, sol e lua, na caminhada dessa existência."
O PODER DA MULHER NA CULTURA CIGANA
Procurando as raízes da cultura cigana chegamos a cultura indiana que horrorizadamente trata as mulheres como títulos de pose.
Muito se está sendo feito para proibições e leis sejam cumpridas a favor dos direitos femininos.
Visto que na cultura cigana existe todas as obrigações femininas que existe na cultura indiana, porém sinto uma certa flexibilidade a mais, alguns clãs ciganos aceitam o divórcio e alfabetização das crianças, porém a menina é retira da escola assim que acontece a primeira menstruação, para cumprimento dos deveres do casamento.
Ainda hoje existe na índia as atrocidades contra as mulheres assim como:
estupro, uso de ácido, assedio sexual, obrigações de dotes, assassinatos de honra e prostituição, casamento infantil,
aborto seletivo por sexo,violência domestica, proibição de entrar em templos, acusação de bruxaria (lixamento) e o uso da obrigatório da ghunghat.
As mulheres ciganas, tem obrigações do casamento, da virgindade, da subordinação a família do marido, de engravidar e a sociedade tem a predisposição a querer o filho home assim como na índia, tendo até uma lei que proibi o médico a revelar o sexo da criança, mais todas as leis existentes são de difícil cumprimento.
Porém gostaria de dizem que existem muitas mulheres que se destacaram na índia e o acesso as faculdades estão cada vez mais sendo preenchida por elas.
Espero que todas mulheres possam se destacar.
O importante é manter a fé no propósito feminista, usufruindo do que é de bom na cultura e modificando o que não presta, a ferida viva da sociedade, a crueldade o machismo por trás de vans moralismo que matam mais que a taxa de crescimento populacional.
Que o poder feminino, volte a ao seu lugar, que a matriarcalidade reine e ensine a magia natural e místico de ser mulher, mostrando orgulho e garra pelo ideal amoroso e recíproco.
A mulher tem uma grande ferramenta que auxilia esse poder, o oráculo, tem um papel importantíssimo no que diz respeito ao grau de hierarquia, somente a mulher é dado o poder do jogo e é dela o poder do aconselhamento.
Que a mulher seja em qual tribo e perante qualquer lei possa compreender que o poder da criação é nossa, o ventre é livre e esse poder não pertence a mais ninguém, a nossa mente o nosso corpo e nossa dignidade é poder nosso.
Essa é a lei natural.
Sarojini Naidu, poeta e combatente da liberdade, foi a primeira mulher indiana a se tornar presidente do Congresso Nacional da Índia e a primeira mulher a se tornar governadora de um estado na Índia.sexta-feira, 27 de março de 2020
A HERANÇA DA CULTURA INDIANA
Podemos ver não só na linguística mas nas suas crenças e cultura que se originou e moldou ao longo da diáspora.
um dos pontos que podemos descrever é em relação a ideia de crãs, castas e tribos fazendo suas leis e tabus em relação a sociedade socialista - cooperativista que vivem, com leis sobre casamentos, divórcios, posses, bens.
O senso de justiça e ordem hierárquicas faz com que possamos ver claramente essa ligação.
As roupas que mostra as funções, qualidades, posses e graus dentro da vida social, exemplo disso é o tipico sári indiano nos remete também claramente a felicidade das cores que somente tem o tingimento do oriente.
Em relação aos brincos, colares, pulseiras e tatuagens tudo tipicamente ritualísticos e nos remente também a cultura oriental.
O conhecimento astrológico, erveiro e oracular também não podemos deixar passar.O arquétipo físico, nos mostra desse povo o mínimo, a pele morena, cabelos escuros e olhos gatinhados nos lembra uma era que vive na poeira do tempo.
A fé em santa Sara Kali, aquela que nos remete a deusa Kali, que faz louvar a fogueira tipicamente acesa e lembrada pelos ciganos.
O que dizer do cheiro? do cheiro de jasmim, lótus e sândalo, pés no chão e olhar nas estrelas.
O ideal máximo de vida cíclica, representado pela roda da carroça expressa o conhecimento da roda de samsara, o todos os conhecimentos orientais nesse sentido no qual mostra o poder sobre o destino, o carma e a busca incessante do Darma, mostrando um profundo conhecer das leis espirituais de causa e efeito e tratados cármicos e reencarnacionista.
Concluímos então que a maior herança de suas raízes e o alto ideal de espiritualidade e conexão com a chama única, a esperança e a força de sempre olhar para frente e seguir o caminho da jornada LIBERTADORA por natureza, sentida pela sinceridade da alma cigana.
quarta-feira, 25 de março de 2020
A DIÁSPORA DOS CIGANOS
FONTE:
https://trilhas.diogenesjunior.com.br
Pouco se sabe sobre a origem dos ciganos — que, assim como quase tudo que diz respeito a eles, está marcada por fantasias.
A maior prova disso vem de estudos linguísticos.
O romani, a língua falada por eles, possui grandes semelhanças com o hindi, falado na Índia.
Uma teoria, contudo, é aceita pela maioria dos especialistas. A partir da constatação da semelhança entre as línguas romani (praticada pelos rom, o maior dos grupos ciganos) e hindi (variação do sânscrito, praticada no noroeste da Índia, onde hoje fica o Paquistão), foi possível elucidar a primeira e grande diáspora cigana.
Um grande contingente, formado, possivelmente, por uma casta de guerreiros, teria abandonado a Índia no século 11, quando o sultão persa Mahmoud Ghazni invadiu e dominou o norte do país.
De lá, emigraram para a Pérsia, onde hoje fica o Irã.
É provável que, pelo caminho, por volta do século 15, tenham passado pelo Pequeno Egito, uma região do Peloponeso, no interior da Grécia.
Era o começo da sina cigana.
Ciganos, ao contrário dos judeus, nunca demonstraram um desejo de ter o seu próprio país, assumindo-se párias. Nas palavras de Ronald Lee, escritor cigano nascido no Canadá, “a pátria dos roma é onde estão os meus pés”.
“Desde o início do contato com o Ocidente, eles foram causa de conflitos, provocadores de desordem e subversivos ao sistema. E sofreram todo tipo de perseguições religiosa, cultural, política e racial”, diz Aluízio Azevedo, mestre em história cigana pela Universidade Federal de Mato Grosso e ele mesmo um cigano calon (veja mais abaixo na postagem a divisão dos grupos ciganos).
Os bandos que chegavam ao continente europeu eram liderados por falsos condes, duques ou outros títulos de nobreza. Observando os peregrinos europeus, que entravam e saíam facilmente das cidades, copiaram a ideia de salvo-conduto — uma espécie de pai do passaporte.
Justificavam a vida nômade dizendo que bispos os haviam condenado a peregrinar durante 7 anos como penitência pelo abandono da fé cristã.
Alguns dos salvos-condutos permitiam até que furtassem quem não lhes desse esmolas. Uma tática para aumentar a chance de ser aceitos nas comunidades, fazer negócios e exibir seus dons artísticos. Até que a farsa acabava e eles pulavam novamente para outra cidade
Durante a Reconquista Cristã de 1492, na península Ibérica, árabes, judeus e ciganos foram expulsos — muitos deles vieram para as Américas. Um século mais tarde, eram varridos da França, por Luís 12, e da Inglaterra, por Henrique 8º.
Uma das lendas que surgiram nessa época, e que até hoje perdura, é a de que um dos ferreiros que fizeram os pregos que prenderam Jesus na cruz era cigano.














