quarta-feira, 26 de maio de 2021

PELOS NOSSOS AVÓS

 
       Nada melhor que um dia de eclipse lunar para escrever, sagitário está retrógado e daí?
Eu também ando sendo, me escondendo de meu potencial, minha luz e minha missão, que guerreiro não se silencia antes da batalha? Que bruxa não aproveitaria esse momento para se resgatar? O que vejo pelo contrario são manuais de como fazer isso ou aquilo nessa noite de lua de sangue, que hipocrisia hostil, cada uma que se sinta no seu silêncio de seus sangues.
        A tentativa de continuidade é presente na humanidade desde muito tempo, não é por acaso que ofertamos rosas aos namorados e crisântemos a defuntos, as rosas não duram assim como a instabilidade dos sentimentos já os crisântemos esses sim duram, na tentativa de dar o ultimo suspiros seus para o ente querido, dissemos a eles, vivem, durem resistem assim como esses fedidos crisântemos.
        Quando nos deparamos com a morte algo em nos nasce; não estou a escrever sobre quando descobrimos uma doença terminal ou uma grande batalha, estou a disser sobre a real morte, aquela que devemos aceitar, o medo da morte, a finitude, essa aceitação que nos faz questionar sobre o dia do nosso nascimento e o tempo que não podemos desperdiçar mas teimamos em assim fazer.
         Penso em meus avós e é por eles que escrevo esse novo projeto, PELOS NOSSOS AVÓS, porque sinto que estudando sobre os ensinamentos e vida deles, poderei me fortalecer para a aceitação do fim, mas hoje estou começando e todos dias nascemos porque aceitamos morrer, quem assim não faz não experimenta a plenitude da vida, da constância do nascer e morrer, como as borboletas nos ensinam, como a constante metamorfose de nossos avós nos ensina, qual foi a caminhada deles para chegarem a serem nossos avós, será que ele pensavam em nós? Será que eles se alegravam e tinham medo de um dia seres avós? Afinal de quantas lutas e silêncio e de eclipse precisamos para aceitarmos o fim?
         Busco o exemplo por eles, porque quem eles foram são as sobram e a luz que carregamos, quem eles esperaram serem são os nossos sonhos, o presente que vivemos, não teria outra palavra para o presente que a própria, somos o presente de nossos antepassados. E a honra? Onde fica? Por elas devemos nos guiar? A honra é a expressão que faz sentido a constância da vida, sem ela perdemos as diretrizes de quem somos para sermos o que a sociedade espera que sejamos, nossos avós já sabiam o que iriamos ser e o que não iriamos, eles sonharam por nos eles nos deixaram pisas, eles continuam a nos conduzir, e isso não é ruim, isso não é determinismo isso é livre expressão do “eu sou” é a síntese do nosso DNA, é o caminho das estrelas das ligações para o ser magico que habita em nós, potência, o segredo está na genética não só física mas espiritual, o caminho das pedras esta no cerne familiar e nas entrelinha dos contos e não contos contados pelos nossos avós.
           As doenças, as pragas, os sonhos, as dificuldades, as expectativas, tudo está em nós pelos o que eles foram, pelos seus desejos e recalques, então é pelas lutas e honra que podemos limpar todos miasmas e adentrar o mistério das ligações, mudar o padrão genético, equilibrar e absorver a essência aceitando assim a finitude.
            Pelos nossos avós, entender o começo, viver o sagrado presente, curar as feridas, organizar a casa e estar prontos para o fim. Por isso hoje escrevo, influência dos astros? Talvez? Desejos que nem eu mesma sabia brotam, insights?  Inspiração? Sim porque estava aberta a recebe-los?  Porque hoje é necessário crescer, aceitar, me ver pequena como o tal grão de mostarda e nesse sentimento de pequenez, gratidão e honra, renascer mais um dia, porque entendo, aceito o morrer, por mim, pelos que virão e por aqueles que se foram, pelos nossos ancestrais, pelo nossos avós.  

 

 DATA: 26/05/2021  HORA: 11:30
ELAINE VILELA SOUZA

sábado, 1 de maio de 2021

Os ancestrais


 Estou na escrita do meu livro:
A BRUXA DO PENHASCO

Sigam a página no face:
https://www.facebook.com/abruxadopenhasco


Nossos ancestrais nos guia, nossa essência de alma nos sustenta, nosso ser clama pela nossa verdade.

 

domingo, 7 de março de 2021

terça-feira, 3 de novembro de 2020

O SAMHAIN NO PENHASCO

 

Dançando a beira do penhasco estou, junto a Morgana, ela não percebe minha presença na sua consciência, pelos seus olhos vivo e danço em volta do ser mágico — O Fogo— nos o veneramos e respeitamos, pelo seu brilho e seu ensinamento, dançamos, dançamos e dançamos, estamos nele, o deus que imunda tudo, que erotismo frenético na beira do tudo e do nada.

  A chuva cai finíssima e fria nos faz acordar sinto os pés voltando a terra molhada, sinto que fomos beijadas pelo oculto, estamos novamente vivas, passamos pelas nuvens da morte e contemplamos nos braços do deus que tudo iguala e equilibra, diz Morgana ainda em êxtase:

  Oh! Deus da morte, como foi quente nosso encontro.

Continuo aberta as sensações, viva novamente estamos com um perfume divino que trazia a sensação de juventude trasbordada em um ímpeto de bravura.

Fria e em completo equilíbrio com a deusa minha mãe terra, nessa sintonia e contemplação, percebo as cinzas da fogueira de Samhain e percebo que nada está morto realmente nada! Tudo foi consagrado e regenerado pelo fogo:

— Morto é que nada está! a força da transformação já havia chegado. Diz Morgana.

Pegamos as cinzas, ela vagarosamente vai se esvoaçando ao vento frio do penhasco, fazendo viver e bailar divinamente na escuridão além do mar... 

( FRAGMENTO DO LIVRO: A BRUXA DO PENHASCO).





quinta-feira, 17 de setembro de 2020

BANIMENTO


Vou banindo pelo fogo. 
Vou banindo pela água. 
Salve as guardiãs dos mares. 
Salve as guardiãs das fogueiras. 
Purificai-nos. Salve Nossa Senhora das Candeias. 
 Eu saúdo o novo em mim. 
Salve Nossa Senhora da Purificação. 
Abro o portal da primavera. 
Espanto o frio do inverno. 
Germino o bem, faço o bem. 
Varre, varre com a força da figueira. 
Espiral, espiral ergo a palha no portal.





quinta-feira, 27 de agosto de 2020

DEUSA BASTET

 27/08 dia da deusa bastet




Bastet
, BastUbastiBa-en-Aset ou Ailuros (palavra grega para "gato") é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres grávidas. Também tinha o poder sobre os eclipses solares. Quando os gregos chegaram no Egito, eles associaram Bastet com Artemis e ela deixou de ser a deusa do sol para ser a deusa da lua...


segue link do blog: Egito Antigo

https://www.egitoantigo.net/bastet-deusa-egipcia.html

terça-feira, 18 de agosto de 2020

HECATE

 Dia 13 de agosto foi dia da deusa grega Hecate.


Senhora da encruzilhada da magia e do submundo.
protetora diária do parto e da casa.
Salve as trabalhadoras de todos os dias, da encruza e do cemitério, as queridas e mal interpretadas Pombogiras.
Filhas dos mistérios de Hecate.
As ninfas da mitologia.
Filhas do amor de oxum e da magia de Yamin Oxorongá.
Independeste das eras e do panteão, elas estão ali.
mulheres firmes para trabalhar pela magia da fecundidade na terra pela terra.
Mulheres que amam de verdade, tem princípios, hora e ideais.
Que possamos sempre nos abastecer de seus exemplos e usufruir da magia natural de mulher, rainhas, feiticeiras, deusas.




FRAGMENTO LIVRO DAS SOMBRAS 2


hoje 17/03/2014
É lua e ela nasceu dourada e está agora prateada.
Sinto como se tudo que tinha para ser escrito já foi escrito, já passei por muitas experiências
E hoje sou saudades...
Saudades  do penhasco, do sol brando, do mar azul claro, que ornava com minha capa  azul  escura royal, da floresta e do caldeirão.
Venho tudo isso e vejo muito mais em sonhos devaneios hora certos e incertos.
Sou um amontoado de vida em uma garota brasileira  de classe media que tem 23 anos, sou do signo de peixes e estou passando por um ano pessoal nove, estou a beira, portanto de um penhasco, estou prestes a ser meu verdadeiro ser.
A religião da natureza é bela,nos tornamos agentes curadores, possuidores de poderes herdados por direito do ser que nos criou, a deusa se manisfesta quando estamos em sintonia com a força criadora e refletimos assim nosso verdadeiro ser.
Tão belo é tudo que vejo e quero passar a vocês leitores; mas ainda estou em processo de reconhecer, as brumas ainda são densas.
Abro o circulo mágico, usando pedras normais, entre elas desenho um triskele de proteção, quero contar sobre um aluz que sempre vejo, de cor verde, depois mudando para azul e roxo, ela fica ali a minha frente e não desaparece com o fim do circulo mágico, somente depois de alguns minutos ela se vai...
O que será?
O intuito do livro é transmitir, então relato essa experiência, para que fique assim registrada. 


segunda-feira, 17 de agosto de 2020

LUMINOSO SER

 Tua  luz brilha, mesmo quando não a queres, mesmo quando não vês.

Poderás esconder-te de tí.

Mesmo apagando todas as tuas lamparinas, cobrindo com véus as tuas estrelas azuis.

Mas quando te distraíres, por segundos, ao som de uma cação que invoca a luz do amor.

Saberás que brilhaste.

Se neste momento, puderes soltar tuas amarras, feito uma águia;

Voar pelo teu universo interior verás quão luminoso é o teu ser. 

De: José Virgílio 



fragmento do livro: A Bruxa do Penhasco.

Por consentimento do autor.






sexta-feira, 24 de julho de 2020

A ANCIÃ - NANÃ, A MÃE DA TERRA

 ... A casa cheia de regras e ela a anciã sempre de costa para a porta da cozinha, o aroma de seu caldeirão, suas poções e unguentos...
fragmento extraído do livro: A BRUXA DO PENHASCO.

Aproxima- se o dia de Nanã buruque.

Para mim Nanã, representa a força da ancestralidade, a energia que "decanta" energias densas e purifica sem muda-las, ela é o poder da própria alquimia divina, que transforma sem modificar a essência de quem realmente somos, seres divinos, encarnados em matéria pesada para nos reconhecer como tal.
Não existe transformação,existe conscientização.
Salubá nana e seu barro, matéria primeira da criação.
passe-o sobre mim e me mostre meu verdadeiro eu.
Dela também vem o conhecimento dos oráculos, ela sabe dos mistérios da criação, sussurros das runas universais, pois ela faz parte do inicio do meio e do fim.
O poder da bruxa anciã, em todos nós.
A voz que guia com sabedoria de quem já viveu e passou por vários, ciclos.
zeladora da roda constate de vida e morte terrestre.
Pois tem em seu elemento o principio da vida (água) e da morte (terra) mas sem ela, a terra, como renascer?
somos filhos dela, dessa imensa massa azul, que chamamos de terra.
Nos reconhecermos como tal é o primeiro passo para a elevação do espirito.
No conceito do estudo dos passes magnéticos,não exite um passe que seja puramente " limpo" vindo da energia vital, nos somos receptáculos, no qual decantamos essa força, não a modificamos mais acrescentamos fluidos anímicos a ele, pois se assim não fosse não conseguiríamos absorver.
 Assim como na respiração celular, também é esse conceito, assim como os nutrientes entram na célula pela membrana celular e são "transformadas" em energia pela mitocôndria, assim é esse processo, a anergia entra "pura" absorvemos e passamos para quem está a nossa volta com um pouco de nos.

Mágico? cientifico? energético? 
Bem !!! disso tudo, podemos constatar que o que podemos fazer é ser melhores receptáculos, parar de jogar lixo nos outros e de os produzir em nos. Não é errado passarmos um pouco de nos aos outros, isso é um caminho mágico e sacerdotal, mas devemos saber o que doamos ao próximo.
Nanã é a força que molda nossa membrana, se tornar flácido ou rígido depende de nosso propósito, com quais energias nos agrega  o que passa por nos. 
Perfume ou veneno?
Por isso as anciãs, as bruxas, as sábias, sempre tinham consigo, o remédio e a sicuta, tinham o conhecimento disso, o dizer popular que não importa o frasco, nem todo ele é verdadeiro, o frasco importa sim, é ele que irá conter, não tirando mérito do conteúdo, é claro, mas a vida útil da poção depende e muito do frasco bem escolhido.
Me entenderam?
O que hoje nos tornamos faz cada dia mais, sermos de "plástico", inúteis, o conteúdo então nem se fala,.
Que possamos entender essa magia, voltarmos a alquimia primeira e verdadeira, entender, que decantando nosso ser, sem perdemos a essência é um dos primeiros passos, para a real magia.
Somos filhos da terra, somos terráqueos, porém temos em nós a centelha do universo divino, mas não somos o todo, somos parte, e tal equilíbrio é o que nos faz evoluir.
voltar-se para essa questão é se voltar para os primórdios de nossa criação.

Nanã, mãe da terra, que todos os dias possamos nos decantar em seu pântano.



sábado, 4 de abril de 2020

TÂRO - O ENFORCADO

origem do simbolismo da décima segunda carta do târo
12º letra hebraica - LAMED 

O lamed designa hieroglificamente, o braço.daqui a ideia de toda coisa que se estende,se ergue,desdobra-se como o braço; também esta letra tornou-se simbolo do movimento expansivo.
Este simbolo aplica-se a todas as ideias de extensão, ocupação, de possessão. como simbolo final, a imagem de poder que deriva da elevação.
A expansão divina na humanidade se faz pelo profetas e a revelação. Daí a ideia de lei revelada.mas a lei revelada acarreta o castigo para aquele que a viola ou a elevação para aqueles que a compreende, daí as ideias de castigo, morte violenta, voluntária ou não.
O lamed, letra simples, corresponde astronomicamente aos signos zodiacal da balança.

décima segunda carta do târo: o enforcado

um homem pendurado por um pé, de uma trave que se apoia sobre duas arvores, tendo cada uma, seis ramos cortados.
As mãos deste homem estão amarradas nas costas, e seus braços dobrados formam a base de um triangulo invertido e a cabeça dele é vértice. Os olhos do enforcado estão abertos, seu cabelo loiro fluta ao vento. Sua perna direita se cruza sobre a esquerda para formar uma cruz.
Este enforcado serve de exemplo aos audaciosos e suas posição indica a disciplina, a submissão absoluta que o humano deve ter perante o divino.
A decima segunda carta do târo representa o poder equilibrador por excelência. Ela neutraliza as oposições da decima e decima primeira carta.
  • Equilíbrio da necessidade e da liberdade.
  • Equilíbrio doa força e da coragem. Reflexo da prudencia.
  • Equilíbrio da manifestação potencial e da vida refletida. Reflexo do fluido astral.


A força equilibrante

A força temperante é o ultimo termo do segundo setenário.
É por ela que o astral vai se realizar para passar aos físicos,para passar do mundo da conservação e da recepção(segundo setenário 1º ao 12º) para o mundo da transformação (terceiro setenário 13º ao 19º).





Quando se reúne toda a simbologia do 12 em culturas diversas alcançamos o número do justo, do equilíbrio e a elevação total, completa. Este é o número do zênite do sol, o momento em que ele atinge seu ponto mais alto, uma metáfora para a maior luz que se pode obter, a iluminação total.






  •  referente ao portal astrológico do dia 04/04/2020


  • referencia bibliográfica: Târo dos boêmios - PAPUS, editora ícone, ano 1992










domingo, 29 de março de 2020

MINHA EXPERIÊNCIA COM O MUNDO CIGANO


O universo espiritual se revelou a mim desde os dois anos, quando que me ocorreu um acidente que quase levou a óbito um ser tão pequeno e miúdo, quando interpelada somente dizia que foi a" mamãe do céu me tirou de lá".
Desde de criança era magnetizada pelas questões ciganas, usava uma sai de minha mãe e tamancos dourados e fugia de casa, o vizinho me pegava e dizia: vamos pra casa ciganinha,já fugindo novamente?
Quando adolescente era assinante das revistas de horóscopos, fazia as simpatias e tudo desse universo,usava "balangandãs", trançavam meus longos cabelos e minha pele morena e olhos amendoados, faziam suspirar os garotos, a tal beleza exótica emanava dos comentários.
Mais sempre, agora vejo, que essa comunicação, nunca foi evasiva, nunca me levou a questões energéticas perigosas, sempre foi guiada com amor e respeito.
Sempre com bons conselhos e pensamento.
O baralho sempre teve em minha vida, seja o taro de mais fácil acesso e seja o cigano, que agora me traduz, sempre fui aquela que as amigas procuravam para coisas espirituais.
Não tive nenhum contato com ciganos físicos, a não ser aqueles poucos encontros com uma ou outra cigana pedindo comida na porta ou vendendo algo, não me passavam medo e sempre nutri respeito, mas nada que eu possa dizem a vocês de sobrenatural, aliás, meu pai teve um encontro que é dígino de ser escrito.
Um dia andando nas ruas, uma cigana pediu para ler a mão, mesmo sem querer ele se deixo levar, o que ela lhe disse ficaria em segredo até a alguns anos atras, ela previu que ele tinha um filho, dada a época minha mãe estava gravida de meu irmão e que ele não viveria muito, morreria jovem, bem assim cumpriu seu destino, meu irmão morre aos vinte anos, em plena beleza e juventude.
Quando meu pai, volta para rever a cigana, ele não mais a encontra, até hoje não sei se ela seria uma cigana em terra, encarnada ou um espirito andante, que nada mais fez que talvez alertar!
Não sei se era preciso ele saber, não sei se teve alguma intenção de protege-lo ou se apenas foi palavras jogadas ao vento.
bem, voltando a minha experiência, conheci o espirito cigano Sarita, em um tempo que pude ter contato com o ritual de umbanda, ela se apresentou, era tão eu, tão meus desejos, minha persona, que foi difícil compreender, mas fácil de aceitar.
Ela é tão luz na minha vida que precisaria de mais uma publicação para falar sobre esse tão grandioso espirito.
Por hora encerro, dizendo que minha experiência com esse mundo cigano não poderia ser a melhor.
"Sou poeira, sol e lua, na caminhada dessa existência."



O PODER DA MULHER NA CULTURA CIGANA

Infelizmente depois de uma vasta pesquisa é com pesar que escrevo que não imaginava que a mulher cigana seria tão marginalizada.
Procurando as raízes da cultura cigana chegamos a cultura indiana que horrorizadamente trata as mulheres como títulos de pose.
Muito se está sendo feito para proibições e leis sejam cumpridas a favor dos direitos femininos.
Visto que na cultura cigana existe todas as obrigações femininas que existe na cultura indiana, porém sinto uma certa flexibilidade a mais, alguns clãs ciganos aceitam o divórcio e alfabetização das crianças, porém a menina é retira da escola assim que acontece a primeira menstruação, para cumprimento dos deveres do casamento.
Ainda hoje existe na índia as atrocidades contra as mulheres assim como:  
estupro, uso de ácido, assedio sexual, obrigações de dotes, assassinatos de honra e prostituição, casamento infantil,
aborto seletivo por sexo,violência domestica, proibição de entrar em templos, acusação de bruxaria (lixamento) e o uso da obrigatório da ghunghat.

As mulheres ciganas, tem obrigações do casamento, da virgindade, da subordinação a família do marido, de engravidar e a sociedade tem a predisposição a querer o filho home assim como na índia, tendo até uma lei que proibi o médico a revelar o sexo da criança, mais todas as leis existentes são de difícil cumprimento.
Porém gostaria de dizem que existem muitas mulheres que se destacaram na índia e o acesso as faculdades estão cada vez mais sendo preenchida por elas.
Espero que todas  mulheres possam se destacar.
O importante é manter a fé no propósito feminista, usufruindo do que é de bom na cultura e modificando o que não presta, a ferida viva da sociedade, a crueldade o machismo por trás de vans moralismo que matam mais que a taxa de crescimento populacional.
Que o poder feminino, volte a ao seu lugar, que a matriarcalidade reine e ensine a magia natural e místico de ser mulher, mostrando orgulho e garra pelo ideal amoroso e recíproco.
A mulher tem uma grande ferramenta que auxilia esse poder, o oráculo, tem um papel importantíssimo no que diz respeito ao grau de hierarquia, somente a mulher é dado o poder do jogo e é dela o poder do aconselhamento.
Que a mulher seja em qual tribo e perante qualquer lei possa compreender que o poder da criação é nossa, o ventre é livre e esse poder não pertence a mais ninguém, a nossa mente o nosso corpo e nossa dignidade é poder nosso.
Essa é a lei natural.



Sarojini Naidu, poeta e combatente da liberdade, foi a primeira mulher indiana a se tornar presidente do Congresso Nacional da Índia e a primeira mulher a se tornar governadora de um estado na Índia.

sexta-feira, 27 de março de 2020

A HERANÇA DA CULTURA INDIANA

Pela conclusão de que o povo cigano se originou da Índia.
Podemos ver não só na linguística mas nas suas crenças e cultura que se originou e moldou ao longo da diáspora.
um dos pontos que podemos descrever é em relação a ideia de crãs, castas e tribos fazendo suas leis e tabus em relação a sociedade socialista - cooperativista que vivem, com leis sobre casamentos, divórcios, posses, bens.
O senso de justiça e ordem hierárquicas faz com que possamos ver claramente essa ligação.
As roupas que mostra as funções, qualidades, posses e graus dentro da vida social, exemplo disso é o tipico sári indiano nos remete também claramente a felicidade das cores que somente tem o tingimento do oriente.
Em relação aos brincos, colares, pulseiras e tatuagens tudo tipicamente ritualísticos e nos remente também a cultura oriental.
O conhecimento astrológico, erveiro e oracular também não podemos deixar passar.
 O arquétipo físico, nos mostra desse povo o mínimo, a pele morena, cabelos escuros e olhos gatinhados nos lembra uma era que vive na poeira do tempo.
A fé em santa Sara Kali, aquela que nos remete a deusa Kali, que faz louvar a fogueira tipicamente acesa e lembrada pelos ciganos.
O que dizer do cheiro? do cheiro de jasmim, lótus e sândalo, pés no chão e olhar nas estrelas.
O ideal máximo de vida cíclica, representado pela roda da carroça expressa o conhecimento da roda de samsara, o todos os conhecimentos orientais nesse sentido no qual mostra o poder sobre o destino, o carma e a busca incessante do Darma, mostrando um profundo conhecer das leis espirituais de causa e efeito e tratados cármicos e reencarnacionista.
Concluímos então que a maior herança de suas raízes e o alto ideal de espiritualidade e conexão com a chama única, a esperança e a força de sempre olhar para frente e seguir o caminho da jornada LIBERTADORA por natureza, sentida pela sinceridade da alma cigana. 

quarta-feira, 25 de março de 2020

A DIÁSPORA DOS CIGANOS

Nomadismo e Diáspora

Pensando na diáspora dos ciganos, vem em mente ao meu entendimento que eles seriam sumérios, ou povos remanescentes do Egito (de grande grau de conhecimento magístico) que deixaram suas raízes para seguir sua primeira diáspora junto a moisés e as novas leis de um deus; E no decorrer do tempo também afastando dessa concepção se perderam ou se encontraram em sua própria construção de cultura e sociedade,porém estudos de DNA e fonéticos linguísticos deu fim as especulações confirmando a procedência desse povo que é indiana.

FONTE:
https://trilhas.diogenesjunior.com.br

A história dos ciganos é toda baseada em suposições.
E a razão é simples: faltam documentos.
Os ciganos são um povo sem escrita.
Eles nunca deixaram nenhum registro que pudesse explicar suas origens e seus costumes. Suas tradições são transmitidas oralmente, mas nem disso eles fazem muita questão — os ciganos vivem o hoje, não se interessam por nenhum resquício do passado e não se esforçam por se manterem unidos.
A dificuldade em se fixar, o conceito quase inexistente de propriedade e a forma com que lidam com a morte — eliminando todos os pertences do falecido — dificultam ainda mais o trabalho aprofundado de pesquisa.
Pouco se sabe sobre a origem dos ciganos — que, assim como quase tudo que diz respeito a eles, está marcada por fantasias.
Alguns dizem que eles descendem de egípcios do tempo dos faraós. Outros, de uma região conhecida como “Novo Egito”, na Grécia — daí a palavra “cigano”, que vem de “egipciano”.
Essa história, contudo, é totalmente descartada por estudiosos do assunto.
Para eles, os ciganos teriam vindo do Paquistão e do norte da Índia, nos atuais Rajastão e Punjab.
A maior prova disso vem de estudos linguísticos.
O romani, a língua falada por eles, possui grandes semelhanças com o hindi, falado na Índia.
A análise biológica corrobora essa tese.
Um estudo realizado com integrantes de comunidades ciganas da Europa demonstrou que era possível traçar a origem indiana de boa parte dos ciganos pesquisados.
Uma teoria, contudo, é aceita pela maioria dos especialistas. A partir da constatação da semelhança entre as línguas romani (praticada pelos rom, o maior dos grupos ciganos) e hindi (variação do sânscrito, praticada no noroeste da Índia, onde hoje fica o Paquistão), foi possível elucidar a primeira e grande diáspora cigana.

Um grande contingente, formado, possivelmente, por uma casta de guerreiros, teria abandonado a Índia no século 11, quando o sultão persa Mahmoud Ghazni invadiu e dominou o norte do país.
De lá, emigraram para a Pérsia, onde hoje fica o Irã.
A natureza nômade de muitos grupos ciganos, entretanto, também permite supor um movimento natural de imigração que tenha chegado à Europa conforme suas cidades se desenvolviam, oferecendo oportunidades de negócios para toda sorte de viajantes e peregrinos.
É provável que, pelo caminho, por volta do século 15, tenham passado pelo Pequeno Egito, uma região do Peloponeso, no interior da Grécia.
Pelo menos era de lá que eles diziam vir a quem perguntava a sua origem.
Daí o nome gypsy (em inglês), ou gitanos (em espanhol). Mas, antes disso, ainda no século 13, um documento escrito por um patriarca de Constantinopla já advertia sobre a presença dos adingánous, um povo errante que, dizia, ensinava coisas diabólicas.
O registro é o primeiro a tratar os ciganos de forma pejorativa e a registrar o medo que as cidades europeias sentiam de suas caravanas.
Era o começo da sina cigana.
Ciganos, ao contrário dos judeus, nunca demonstraram um desejo de ter o seu próprio país, assumindo-se párias. Nas palavras de Ronald Lee, escritor cigano nascido no Canadá, “a pátria dos roma é onde estão os meus pés”.
“Desde o início do contato com o Ocidente, eles foram causa de conflitos, provocadores de desordem e subversivos ao sistema. E sofreram todo tipo de perseguições religiosa, cultural, política e racial”, diz Aluízio Azevedo, mestre em história cigana pela Universidade Federal de Mato Grosso e ele mesmo um cigano calon (veja mais abaixo na postagem a divisão dos grupos ciganos).
É difícil saber o que veio primeiro: hábitos pouco ortodoxos ou o preconceito em relação a uma cultura tão diferente. Os ciganos tinham a pele escura, muitos filhos, uma língua indecifrável e origem desconhecida. Talvez a falta de oportunidades de emprego tenha sido a causa do seu destino artístico. Eram enxotados e então se mudavam, levando novidades dos lugares de onde vinham. Assim, surgiu a fama de mágicos, feiticeiros. Se todos acreditavam nisso, por que não aproveitar para fazer dinheiro? E, então, as mulheres passaram a ler as mãos, a prever o futuro. Negociar objetos era outra forma de sobrevivência: os ciganos tinham acesso a mercadorias “exóticas” e podiam levar sua tralha para onde quer que fossem.
Os bandos que chegavam ao continente europeu eram liderados por falsos condes, duques ou outros títulos de nobreza. Observando os peregrinos europeus, que entravam e saíam facilmente das cidades, copiaram a ideia de salvo-conduto — uma espécie de pai do passaporte.
Os ciganos inventavam que seus documentos haviam sido expedidos por Sigismundo, rei da Hungria. 
Justificavam a vida nômade dizendo que bispos os haviam condenado a peregrinar durante 7 anos como penitência pelo abandono da fé cristã. 
Alguns dos salvos-condutos permitiam até que furtassem quem não lhes desse esmolas. Uma tática para aumentar a chance de ser aceitos nas comunidades, fazer negócios e exibir seus dons artísticos. Até que a farsa acabava e eles pulavam novamente para outra cidade
Durante a Reconquista Cristã de 1492, na península Ibérica, árabes, judeus e ciganos foram expulsos — muitos deles vieram para as Américas. Um século mais tarde, eram varridos da França, por Luís 12, e da Inglaterra, por Henrique 8º.
Logo depois, a rainha Elisabeth a decretou que ser cigano era crime punido com morte.
Uma das lendas que surgiram nessa época, e que até hoje perdura, é a de que um dos ferreiros que fizeram os pregos que prenderam Jesus na cruz era cigano.
Por isso, sua gente teria sido amaldiçoada com uma vida nômade.
E dessa forma construiu-se a imagem de povo errante, místico, perigoso e contraventor.
Assim, no contato com as imagens construídas e alimentadas no Ocidente, foi criado o conceito de um povo cigano.